Como escolher os veículos certos para enviar o seu press release

TL;DR

Escolher veículos para um press release exige relacionar a pauta ao público, ao nicho e à área de cobertura de cada canal. O artigo recomenda segmentar contatos, pesquisar a compatibilidade editorial e evitar o envio amplo para destinatários sem relação com a notícia.

  • Por que importa: Um release bem escrito perde utilidade quando chega a uma redação ou jornalista que não cobre o tema ou a região.
  • Como funciona: Defina o objetivo da pauta, identifique o público que ela pode alcançar e monte uma lista de veículos com afinidade real.
  • Em detalhe: Um veículo regional pode ser uma escolha inadequada quando a empresa não atua naquela praça nem pretende chegar a ela.
  • Ponto de atenção: Volume de contatos não substitui segmentação; uma lista curta e pertinente tende a respeitar melhor o trabalho editorial.

Escolher os veículos para enviar release pode parecer uma tarefa muito simples, mas, na prática, a ação merece muito planejamento e análise. Afinal, o material perfeito pode não ter utilidade alguma quando direcionado para as pessoas erradas.

Por isso, é importante ir contra aquela ideia de “entrar em contato com todo mundo”. Na verdade, é preciso criar a segmentação correta a partir de informações da sua própria empresa e do seu nicho de atuação.

Hoje, além de esclarecer a importância de caprichar na confecção do release, vamos ajudar você a selecionar os canais ideais a partir de passos simples e didáticos!

Vamos lá?

Neste post 3

O que é um press release?

O press release, ou apenas “release”, é um dos pilares quando falamos sobre ações do profissional de relações públicas. Ele pode ser definido como um material de apresentação e divulgação institucional sobre qualquer ação de um negócio.

Essas ações podem se tratar de lançamentos de produtos, posicionamento ou reposicionamento de marca, resposta a algum ocorrido marcante que envolveu a empresa — envolvimento em polêmicas, acidentes ou desastres naturais, por exemplo — ou qualquer outro anúncio que a companhia queira divulgar para a imprensa.

Já que o material será enviado para a mídia — jornais, sites, rádios ou TV —, é importante que ele siga um formato similar ao de uma matéria. Por isso, as seguintes informações devem ser incluídas:

  • Quem?
  • O quê?
  • Onde?
  • Quando?
  • Como?
  • Por que?

Antigamente, era mais comum que jornalistas disponibilizassem um release na íntegra quando acreditavam que ele estava completo e tinha todas as informações necessárias.

Nos dias atuais, porém, é importante ressaltar que a tarefa de ter um release publicado se tornou muito mais difícil.

Pense só: um jornalista específico pode chegar a escrever uma média de 7 matérias por semana, caso produza por volta de um conteúdo por dia, incluindo sábados e domingos.

O volume dos releases, no entanto, pode chegar a 100 e-mails por dia!

Ou seja: é preciso investir em ações como um bom relacionamento com o veículo ou o repórter, além de entregar um material de excelente qualidade, para que, dessa forma, o conteúdo tenha mais chances de ganhar a tão almejada publicação.

Qual é a importância de um release para um negócio?

Por mais que existam inúmeras estratégias de investimento em mídia paga, o comportamento do cliente permanece o mesmo: é muito mais provável conquistar uma pessoa de forma orgânica do que com um anúncio, ou seja, um espaço comprado — e não conquistado.

O release, então, é a possibilidade de aparecer em uma matéria por vontade própria do jornalista. Existem algumas formas em que a inserção pode ser feita:

  • em matérias sobre um assunto específico, o jornalista entra em contato com o Relações Públicas para colher a fala do CEO ou do porta-voz. Nome, cargo e nome da empresa são divulgados — aquela pessoa é considerada uma “fonte especialista” — e, em seguida, é apresentada sua opinião acerca de um fato de terceiros;
  • em artigos publicados e assinados também por um porta-voz da empresa. Geralmente ganham o espaço “Opinião” em um veículo impresso;
  • em matérias realizadas de forma direta e exclusiva sobre alguma ação ou evento. É o caso de lançamentos, coletivas de imprensa ou inaugurações;
  • na notícia de algum ocorrido que tenha a empresa como envolvida. Nesse caso, o porta-voz é ouvido para confirmar ou negar informações que saíram na mídia mas vieram de outras fontes.

Quando pensamos nas possibilidades de um release ganhar espaço na mídia — até mesmo em casos negativos — estamos falando sobre publicidade gratuita e alcance em massa.

Nos casos positivos, é aumento certeiro na visibilidade e na cartela de clientes ou leads. Nos negativos, significa a chance de se retratar, mostrar sua visão e ganhar um espaço aberto para esclarecer questões que ganharam a opinião pública.

Em casos neutros, como acontece com os artigos publicados em colunas específicas, é a oportunidade de se posicionar como especialista e referência em certas pautas importantes naquele momento. É a hora de conquistar reconhecimento de marca.

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Como escolher os veículos certos para enviar um release?

Agora que você já compreendeu as principais informações sobre o assunto, é hora de escolher os melhores veículos para enviar um release. Listamos algumas ações infalíveis e com alta possibilidade de retorno.

Analise a sua persona

Em um primeiro momento, tenha em mente as principais informações sobre o seu público. Somente a partir daí será possível obter dados que vão interferir diretamente nos veículos de informação.

Veja alguns pontos que podem ser analisados a partir do estudo de persona do seu negócio:

  • Ela ainda consome informação com frequência em veículos tradicionais (impresso, rádio e TV)?
  • Se não, em quais redes sociais ela está? Como fica a questão dos blogs e sites de notícias?
  • Seja online, seja offline, quais são seus canais de mídia preferidos?
  • Aquela pessoa tem o costume de pagar pela informação (assinando jornais, por exemplo)?

Escolha veículos (ou jornalistas) que falem sobre seu nicho de mercado

Conforme já adiantamos no post, jornalistas entram em contato com uma quantidade gigantesca de releases no dia a dia. Com isso, fica fácil concluir que muito provavelmente vários deles nem ao menos serão lidos.

Além de aspectos atrativos e que “fisgam” uma pessoa em primeiro momento — como o título do e-mail — um jornalista dificilmente terá interesse em um release que não seja compatível com sua área de atuação.

É como enviar informações sobre o lançamento de uma unidade nova do seu novo restaurante para a jornalista que é responsável pela editoria de Política.

Por isso, entenda para quem você está enviando aquele conteúdo. Não vale pensar que “tentar a sorte” pode ser uma alternativa certeira.

Isso pode resultar no desenvolvimento de uma relação indelicada com o jornalista e, caso os envios se tornem frequentes, existem grandes chances de o seu e-mail ser bloqueado ou ir parar na pasta de spam.

Entenda o alcance daquela publicação

Quando pensamos no alcance de um veículo de comunicação, na teoria, quanto mais popular, melhor. Afinal, se um alto número de pessoas entra em contato com o seu conteúdo, maiores são as chances do interesse surgir.

Na prática, porém, as coisas acontecem de forma diferente. É preciso bater na tecla da segmentação novamente por um motivo muito simples: um programa de TV ou jornal, por exemplo, pode ter um alcance gigantesco, mas tratar de assuntos muito amplos. Com isso, o público é igualmente mais diverso.

Pense em uma empresa que tem como foco a criação de gado. Ela pode enviar releases para veículos da TV como o jornal da noite, produção que alcança o maior número de telespectadores em um dia de semana.

Porém, ao pensar no público desses telejornais, estamos lidando com grupos de telespectadores infinitamente diversos. Eles podem ser estudantes, professores, donas de casa, motoboys, entre outras inúmeras carreiras que não podem ser previstas facilmente.

Uma atitude muito mais efetiva é enviar o release para programas de alcance menor, porém mais segmentado, como o Globo Rural. Se alguém tem interesse em assistir a um programa que trate de assuntos tão específicos, tenha a certeza de que se trata de um possível lead.

Tenha em mente que quantidade de telespectadores/leitores/assinantes não é, necessariamente, sinônimo de sucesso. Por isso, não ignore veículos locais! Quando bem direcionados, o número de pessoas alcançadas, mesmo que aparentemente seja menor, será mais qualificado.

Fique de olho em dados demográficos

Dados demográficos a respeito da publicação devem ser cruzados com as informações do seu público-alvo.

Por exemplo, é possível que exista um veículo que apresente informações sobre seu nicho de atuação e garanta boa chance de publicação, mas, quando pensamos em dados como idade, classe social e região, o envio se torna inviável.

Tenha em mente todas as informações necessárias sobre quem é o seu público e como ele poderia entrar em contato com o seu produto.

Afinal, não adianta nada ganhar a primeira página de uma revista famosa no Sul do Brasil, caso você ainda não venda para aquela região, nem tenha planos de chegar lá.

Depois de escolher corretamente os veículos para enviar seu release de forma segmentada, é questão de tempo até que potenciais clientes apareçam com mais frequência em busca de informações sobre seus serviços.

Assim que isso acontecer, será preciso nutrir os leads que chegarem. Então, para melhorar o relacionamento e aumentar as chances de conversão, continue se informando sobre o assunto e aprenda tudo a respeito da nutrição de leads!

Perguntas frequentes

Como saber se um veículo regional é adequado para a pauta?

Verifique se a empresa atua naquela praça ou se a notícia tem impacto real para a audiência regional. O artigo recomenda relacionar a cobertura do veículo ao nicho, ao público e à utilidade da pauta. Uma empresa sem operação, público ou iniciativa relevante na região tende a ter menos aderência editorial. Em caso de dúvida, priorize os canais cuja cobertura já trate do setor ou do território envolvido.

Por que não enviar o release para todos os contatos?

Um disparo amplo pode levar a pauta para pessoas que não atendem o tema, o setor ou a localização relevante. O artigo trata a segmentação como parte da qualidade do trabalho de relações públicas, pois uma notícia depende de contexto para ser aproveitada. Uma seleção mais específica também permite apresentar o material de forma adequada ao veículo, em vez de presumir que todos os destinatários têm a mesma audiência e interesse.

Que informações ajudam a segmentar a lista de imprensa?

Considere o nicho de atuação, a região coberta, o perfil de público e a relação entre a pauta e o conteúdo habitual do veículo. O artigo cita informações como idade, classe social e região ao discutir o conhecimento do público, mas alerta que nem toda segmentação torna o envio viável. Priorize dados que ajudam a decidir se a notícia tem utilidade editorial e comercial para aquele contexto específico.

MM Matt Montenegro