Como fazer um plano de redução de custos na empresa e 7 exemplos que podem ser aplicados

TL;DR

Redução de custos começa pelo diagnóstico dos gastos e pelo efeito de cada decisão na operação. O plano define prioridades, responsáveis, medidas e revisão para evitar cortes lineares que prejudiquem qualidade ou capacidade.

  • Como funciona: Mapeie custos, identifique causas, escolha ações e acompanhe efeitos financeiros e operacionais.
  • Por que importa: Diagnóstico permite distinguir desperdício de recurso necessário à entrega.
  • Ponto de atenção: Economia imediata pode gerar retrabalho, risco, atraso ou perda de capacidade.
  • Na prática: Registre linha de base, meta, responsável, prazo, contrapartidas e critério de reversão.

A transformação digital modificou completamente a forma como as empresas precisam se portar, tanto externamente, como internamente. Ou seja, assim como a relação com o consumidor precisou ser alterada, adotar um olhar diferente para os processos internos também se tornou necessário para conseguir se destacar da concorrência no mercado.

Nesse cenário, criar um plano de redução de custos na sua empresa se torna uma ação fundamental. Afinal, como continuar competitivo dentro do seu segmento de atuação se os gastos com a produção de um item ou a execução de um serviço estão impedindo, por exemplo, a realização de novos investimentos ou a oferta de preços mais competitivos?

A partir de uma análise completa dos processos internos, é possível identificar desperdícios e atividades que não estão gerando os resultados esperados. E tudo isso é colocado em ação durante a estruturação de um plano de redução de custos. Que tal saber como fazer o seu?

Aqui, você aprenderá:

Continue a leitura para descobrir as melhores práticas!

 
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Qual a importância de fazer um plano de redução de custos?

Vamos supor que o seu negócio esteja se destacando dentro do segmento de atuação, venha registrando números satisfatórios de vendas, conversões, porém, não há muito espaço para novos investimentos. Um novo concorrente chega no mercado oferecendo preços mais em conta e você se vê obrigado a tomar alguma atitude, certo?

Ainda mais correta vai ser a sua postura se, para responder o novo concorrente à altura, a sua primeira ação seja estruturar um plano de redução de custos. Afinal, se não é possível conseguir mais recursos com os seus superiores, a solução mais eficaz é, sem dúvidas, encontrar maneiras de cortar desperdícios e aproveitar melhor o orçamento estipulado.

E isso só é possível ao estruturar um planejamento que vise analisar todos os processos internos e, em seguida, identificar aqueles pontos que podem ser cortados, substituídos ou até mesmo melhor utilizados. Só assim você vai ter um controle maior sobre a eficiência dos seus investimentos e, consequentemente, uma maior competitividade.

Afinal, esse é o grande dilema para as empresas atualmente: competir. Se você não fortalece a presença digital da sua marca, por exemplo, ou não oferece um atendimento de qualidade ao consumidor, a sua empresa vai, naturalmente, ficar para trás. E a única forma de garantir a competitividade é utilizando melhor os recursos disponíveis.

Por mais que existam ferramentas e estratégias que podem ser mais eficientes — ou com um melhor custo-benefício — do que as adotadas pela sua empresa, o passo inicial é o corte dos excessos. A partir da redução de custo, o benefício mais importante talvez seja justamente a maior competitividade de mercado que a sua empresa vai poder desempenhar.

Outra vantagem de um plano de redução de custos é a organização, já que a sua empresa vai se antecipar a uma necessidade, e não o contrário. Ou seja, em vez de precisar demitir funcionários, cortar fornecedores confiáveis ou mesmo perder a qualidade de produção, você vai se programar para determinar os investimentos que devem ser repensados.

Portanto, os principais benefícios ao realizar um plano de redução de custos são:

  • aumento da competitividade da sua empresa;
  • mais planejamento para as tomadas de decisão;
  • maior potencial para aumentar os lucros da empresa;
  • produtos e/ou serviços entregues com mais qualidade;
  • saúde financeira da organização protegida.
 

Quais ações colocar em prática para estruturar esse plano?

Que tal, então, saber como estruturar o plano de redução de custos na sua empresa? Com algumas ações, é possível organizar os processos internos e encontrar maneiras de evitar desperdícios, fazer um melhor proveito do orçamento disponível e, como consequência, tomar decisões mais acertadas em busca de mais produtividade. Confira!

Analise os custos atuais

O primeiro passo para estruturar o seu plano de redução de custos é analisar o cenário atual na sua organização. Ou seja, monitorar os seus custos atuais e identificar todos os gastos deve ser a sua prioridade. Como saber quais processos e estratégias podem ser otimizados sem um estudo prévio do que a sua empresa gasta no processo produtivo?

O objetivo é encontrar, dentro das atividades essenciais para a entrega do produto e/ou serviço, pontos que podem ser aprimorados, na busca por uma fórmula que gere mais resultados. Além disso, é preciso procurar pelos pontos que podem ser totalmente reformulados e não interfiram na qualidade do que é oferecido ao cliente.

Defina metas para redução de custos

Com a análise dos custos atuais pronta, o passo seguinte deve ser estipular metas a serem alcançadas em um determinado período. Afinal, esse é um trabalho a longo prazo e todo o processo de redução de custos deve ser colocado em prática sem atropelos e desespero, sempre utilizando os objetivos traçados para acompanhar o andamento desse processo.

Coloque a teoria em ação

Com todos esses pontos definidos, é hora de colocar a mão na massa e aplicar tudo o que foi determinado. De nada adianta encontrar possíveis fontes para a redução de custos se, na prática, eles continuam por lá. Portanto, corte o que foi definido e encontre maneiras de aprimorar e otimizar as atividades que não foram descartadas.

Não se esqueça do monitoramento

Além disso, é importante verificar regularmente se as metas estipuladas para a redução de custos estão, de fatos, sendo cumpridas. O monitoramento também é importante para saber se as decisões tomadas realmente estão surtindo algum efeito, já que essa análise vai mostrar se é preciso repensar nas decisões de corte ou não.

 

7 exemplos de redução de custos que podem ser aplicados na sua empresa

Agora que você já sabe qual é a importância de fazer um plano de redução de custos na sua empresa e como estruturá-lo de forma eficiente e prática, que tal conferir alguns exemplos de contingência que podem ser aplicados ao seu negócio?

Separamos 7 situações que podem evitar o desperdício e aproveitar melhor os recursos disponíveis.

1. Planeje bem o seu estoque

Uma das formas mais eficientes para contribuir para a redução de custos é um planejamento mais eficiente do seu estoque. Afinal, esse é um ponto fundamental para qualquer negócio, especialmente quando falamos em vendas.

O estoque é o ponto focal para fornecer uma experiência satisfatória ao consumidor, por exemplo.

2. Aposte em acessórios individuais

Pode parecer uma redução pequena, porém, incentivar que os seus funcionários utilizem garrafas, copos e canecas individuais.

Em vez de utilizar copos descartáveis e o seu custo fixo para suprir a demanda, você pode reservar uma verba para distribuir acessórios personalizados aos funcionários, servindo até mesmo como uma ação de endomarketing.

3. Use os benefícios da tecnologia

Softwares, soluções e ferramentas são cada vez mais essenciais para a otimização de processos de uma empresa e consequente aumento da produção.

Portanto, aproveite os benefícios da tecnologia e conte, por exemplo, com uma ferramenta de CRM (Customer Relationship Management) ou um sistema de ERP (Enterprise Resource Planning).

4. Evite a rotatividade na sua empresa

Outro ponto que pode ser aprimorado e está diretamente relacionado à cultura organizacional da sua empresa é a rotatividade de funcionários e colaboradores. Estude e analise cada contratação e verifique se o profissional, além de necessário, tem o perfil da sua organização, aumentando as chances de sucesso e a retenção de talentos.

5. Escolha o regime tributário ideal

As formas de redução de custos não se limitam à otimização dos processos, mas também aos pagamentos e obrigações tributárias. Impostos podem garantir muitas dores de cabeça e, pior, descontos maiores sem necessidade.

Por isso, escolha o regime certo — Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional — para o seu modelo de negócio.

6. Renegocie contratos com fornecedores

Quando falamos em renegociar contratos com os fornecedores, o trabalho não se resume apenas a conseguir preços mais baixos, mas também melhores condições de pagamento ou prazo, por exemplo.

Além disso, você deve pode avaliar se aquele contrato é realmente bom para o seu negócio e, se necessário, procurar uma alternativa no mercado.

7. Envolva toda a sua equipe

Em momentos de dificuldade econômica, é importante envolver o máximo de colaboradores possíveis nesse planejamento. Dessa forma, você pode contar com o engajamento dos profissionais da empresa nessa causa, que pode fornecer, além de insights e possíveis pontos de redução, passam a se esforçar mais em busca desse objetivo.

Portanto, caso você queira tirar o melhor da sua equipe, aumentar a produtividade em geral e utilizar os recursos disponíveis de maneira mais inteligente e precisa, a primeira é etapa é estruturar um plano de redução de custos. Assim, você vai iniciar o processo de melhorias internas, evitando desperdícios e potencializando os seus ganhos.

Muitas empresas já adotam algumas práticas que contribuem para um melhor aproveitamento do orçamento se utilizando de ferramentas e soluções que otimizam o trabalho desenvolvido internamente. Uma delas é o SaaS (Software as a Service), que tal, então, saber como reduzir custos com esse modelo de estrutura operacional?

Perguntas frequentes

Qual é o primeiro passo de um plano de redução de custos?

O Sebrae recomenda saber exatamente onde a empresa gasta antes de começar os cortes. Reúna despesas por categoria, contrato, processo e período, separando custos fixos e variáveis quando isso ajudar a decisão. Confirme a finalidade de cada gasto e os efeitos sobre a entrega. O diagnóstico orienta prioridades sem garantir lucro ou produtividade.

Como escolher quais gastos revisar?

Priorize valores relevantes, recorrentes, pouco utilizados ou sujeitos a sobreposição e renegociação. Observe também a causa do gasto: um custo elevado pode refletir falha de processo, demanda sazonal ou requisito de qualidade. Compare alternativas com o custo de transição e o risco operacional. A decisão precisa de contexto, em vez de uma lista universal de cortes.

Quais indicadores devem acompanhar uma ação?

Meça a economia efetiva e pelo menos um sinal da operação afetada, como prazo, erro, retrabalho, estoque ou atendimento. Defina uma linha de base e um período de observação. Se a economia vier acompanhada de perda relevante de qualidade ou capacidade, revise a ação. O indicador deve corresponder ao objetivo e ao risco identificado.

Quando um corte deve ser revertido?

Defina o critério antes da execução. A reversão pode ser necessária quando surgirem riscos, falhas, atrasos ou custos indiretos acima do limite aceito. Registre o que mudou e compare com a linha de base. Algumas ações pedem ajuste, teste menor ou alternativa diferente; monitoramento existe para apoiar essa decisão, sem defender o corte a qualquer custo.

MM Matt Montenegro