Internet para todos: Peru
O grande empreendimento, sem dúvidas, foi o experimento no Peru. Uma parceria entre a Telefónica de Perú — que entrou com o know-how em telefonia —, o BID (Banco Internacional de Desenvolvimento), o CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) e o Facebook. Sendo que os três últimos entraram com o financiamento.
A ideia é criar novos negócios baseados na colaboração, livre acesso, legislação e inovação com um modelo Naas (Network as service). A ideia é lançar o protótipo no Peru e começar a aplicar em grande escala em toda a América Latina.
Os três pilares da expansão global
Express Wi-Fi
É um serviço de conectividade gratuita feito pelo Facebook por meio da organização Internet.org, fundada pelo próprio Zuckerberg junto a Samsung, Ericsson, MediaTek, Opera Software, Nokia e Qualcomm.
Esse serviço está presente no Quênia, na Indonésia, na Tanzânia, na Índia e na Nigéria desde 2016. E, em 2019, acrescentados a África do Sul, Ghana e Filipinas.
Sua missão é fornecer pontos de acesso de Wi-Fi de baixo custo e banda larga e um Free Basic (pacote básico gratuito).
O objetivo, como em todos os casos é estimular a economia digital de novos negócios em rede para promover o desenvolvimento social em países emergentes.
Magma
Como o nome mostra, é um núcleo de software de código aberto para criar redes móveis, centrado em ferramentas de automação dos processos.
Tudo isso é pensado para resolver o desafio de avançar e poder criar desenvolvimento, redes de colaboração, inclusão digital e monetização por meio da internet.
No mercado digital o conhecimento é uma moeda. Tendo conectividade as pessoas podem aprender, ensinar e ser remuneradas por ele.
E isso é, precisamente, o desenvolvimento social e humano. Em lugares que não existe abundância de operadores é importante automatizar para facilitar os processos.
Terragraph
E para completar o pacote de estruturas está o Terragraph, uma banda sem fio, acessível e de altíssima velocidade que conecta as cidades.
Zuckerberg conseguiu colocar a trabalhar em colaboração as principais empresas de tecnologia para resolver todos os desafios que tem que enfrentar para conquistar um mundo realmente globalizado.
Conclusão
Sem dúvidas, o Facebook novamente foi protagonista por inovar o ponto de vista e tirar a tecnologia dos dispositivos móveis e levá-los aos empreendimentos sociais, afinal, todo o mundo é uma unidade.
Por sua vez, Mark Zuckerberg é um personagem tão interessante que não sabemos se é um filantropo ou um gênio de marketing que tem muito clara a essência de seu negócio: somar usuários em sua rede.