O que é o WordPress e qual sua relevância?
Para entender a relevância atual do WordPress, você precisa conhecer os conceitos básicos de Marketing Digital e vendas pela internet. Pode até soar como um clichê, mas o fato é que, graças à transformação digital, a atual relação entre consumidores e empresas acontece, em grande parte, na internet.
Dessa forma, não é exagero afirmar que, para buscar sucesso no meio digital, qualquer marca precisa contar com canais online que possibilitem uma relação transparente e próxima com o público. Aqui, é claro, não podemos nos esquecer de vias como as redes sociais, o email marketing etc.
Explorar diferentes canais é, sim, fundamental. Contudo, em qualquer tipo de abordagem na internet, é imprescindível contar com um site para servir de base para o negócio. As características do portal, obviamente, podem variar.
Algumas empresas mantêm websites bem simples, que se resumem a contar um pouco da história da marca e servir como centro de redistribuição de tráfego: as pessoas que chegam até ele encontram links que as levam às redes sociais da empresa ou a uma loja virtual específica.
Outras companhias, contudo, preferem sites completos, que incluem a produção de conteúdos em blogs, chats de atendimento, opções de compras virtuais e muito mais. Observando esse cenário, fica claro que cada negócio monta seu website de acordo com as próprias necessidades, não é?
E é por isso que o WordPress é tão relevante atualmente. Com muitas funcionalidades, a ferramenta permite a criação de sites parta todos os gostos, permitindo que o criador, mesmo sem conhecimento em programação, elabore páginas que reflitam a identidade e os diferenciais da empresa.
O que torna o software ainda mais completo é o fato de que ele não se resume a um criador de sites de alta qualidade. O WordPress é um CMS, sigla que, em tradução livre para o português, representa Sistema de Gerenciamento de Conteúdo. O que isso significa?
Basicamente, o usuário do WordPress pode fazer uma gestão completa de suas páginas, adicionando e removendo conteúdos, fazendo otimizações de SEO e tornando o site cada vez mais atrativo para a persona.
Além disso, o sistema preza muito pela segurança dos dados dos usuários, realizando atualizações rotineiras para melhorar a usabilidade e garantir a manutenção do padrão de qualidade e segurança. Podemos afirmar, portanto, que é a solução mais completa e acessível do mercado. Mas como ela chegou até esse patamar?
Quando e como surgiu?
Tudo começou em 2002, de forma completamente despretensiosa. Matt Mullenweg, então estudante de Ciências Políticas na Universidade de Houston, nos Estados Unidos, começou a utilizar um sistema de bloggin criado por Mike Little. O projeto, distribuído pela GNU, era conhecido como b2 ou cafelog.
Matt se tornou um utilizador assíduo do sistema, o que lhe gerou frustração quando soube que o projeto seria descontinuado por decisão de seu criador. Em seu blog, ele postou uma mensagem lamentando a falta de atualização do b2/cafelog, mas ressaltando que, como o sistema tinha código aberto, era possível criar uma variação do projeto.
É aí que a mágica acontece. Sem nunca ter tido contato com Matt Mullenweg, Mike Little respondeu ao post se colocando à disposição para contribuir no novo projeto, se fosse realmente algo sério. Confira a mensagem original deixada por Little no dia 25 de janeiro de 2003:

Fonte: https://www.wpexplorer.com/history-wordpress/.
O processo entre essa primeira interação e o surgimento do WordPress se deu rapidamente. No dia primeiro de abril do mesmo ano, Matt publicou um fork (espécie de cópia) do código do b2/cafelog e o armazenou no Sourceforge. Então, a dupla passou a trabalhar na sua otimização.
O foco do projeto era manter a plataforma simples para todos os utilizadores e, por isso, Matt dedicou grande parte de seu trabalho à padronização do HTML, evitando envolver habilidades em MySQL ou PHP. Seus esforços também eram voltados a tornar o sistema, que ainda não tinha nome, acessível em qualquer dispositivo.
A responsável pelo nome foi Christine Tremoulet e, no mesmo mês de abril, o WordPress.org foi lançado. A primeira versão disponível incluía fóruns de suporte, documentação esquemática e recursos de desenvolvimento de blog. Na página inicial, lia-se, em inglês, a mensagem:
“WordPress é uma plataforma semântica de publicação pessoal com foco em estética, padrões web e usabilidade”.
Chamada de WordPress 0.7, a versão logo evoluiu para 0.71 e, em janeiro de 2004, chegou à versão 1.0. Nesse meio tempo, o fórum e o ambiente colaborativo atraíram diversos programadores e entusiastas do projeto, formando uma comunidade sólida e numerosa que continua investindo no contínuo desenvolvimento do software.
Qual a história do WordPress em números?
Nada melhor do que números para reforçar uma informação. Até aqui, deixamos claro como o esforço coletivo e eficiente de diversos desenvolvedores levou o WordPress a uma posição de destaque no mercado. Mas como é, exatamente, esse domínio do CMS?
Se olharmos para todos os sites da internet, o sistema está presente em cerca de 37%. Agora, se formos mais específicos e focarmos no mercado de CMS, os números são ainda mais impressionantes: 63% dos portais que utilizam algum Sistema de Gerenciamento de Conteúdo dão preferência ao WordPress.
A título de comparação, confira o market share de seus principais concorrentes de CMS:
- Joomla: 4.6%;
- Drupal: 3.0%;
- Squarespace: 2.7%;
- Wix: 2.3%.
Os números servem, também, para desfazer certos mitos. Você já pode ter ouvido, por exemplo, que o WordPress é uma opção adequada e utilizada apenas por sites de menor porte, ou seja, de empresas com menos poder de investimento. Bem, é verdade que marcas tendem a preferir o CMS, mas as maiores tomam a mesma decisão.
É isso mesmo, sites de enorme projeção, como o do Magazine Luiza, da CNN e do Spotify são clientes do WordPress. E não são exceções. Confirmamos isso com a ferramenta Built With, que analisa a porcentagem de mercado que o sistema domina de acordo com certos filtros.
Entre os 10 mil primeiros colocados da Quantcast, uma lista que indica os sites com maior tráfego na internet, o WordPress está presente em 39.75%. Entre primeiros 100 mil, o market share é 37.73%, enquanto no top 1 milhão o CMS figura em 33.39%. Bastante equilibrado, não é?

E se você pensa que não há espaço para mais crescimento, se enganou. O WordPress não dá sinal de desaceleração e gera, atualmente, cerca de 500 novos sites diariamente. A cada segundo, 17 posts são criados em sites WordPress ao redor do mundo.
Assim, o market share também cresce. Entre 2011 e 2020, o market share geral do WordPress passou de 13.1% para 39.6%, de acordo com o W3Techs. Grande parte desse crescimento se deu nos últimos anos: a fatia de mercado aumentou quase 10% em apenas 2 anos, entre 2018 e 2020.
Parte da popularidade do sistema pode ser explicada pela vasta variedade de plugins de qualidade que podem ser utilizados para os mais diversos fins, gerando experiências cada vez mais rápidas e eficazes.

São mais de 57.000 plugins disponíveis para os usuários, o que já gerou mais de 1 bilhão de downloads. Um dos destaques, sem dúvidas, é o WooCommerce, especializado na criação e gerenciamento de lojas virtuais. Com 30 milhões de downloads, a aplicação serve 28% dos ecommerces mundo afora.
Sempre em desenvolvimento, o WordPress já lançou 36 versões oficiais diferentes, cada uma com atualizações importantes para a usabilidade e segurança das páginas. Contudo, apenas 22% dos sites atuais estão atualizados com a última versão.
O problema? 68% das páginas que sofrem ataques usam versões antigas.
Por isso, é fundamental ficar atento aos lançamentos, que, aliás, ocorrem a cada 152 dias, em média. Para muitos, contudo, o mais curioso dessas versões não são suas funcionalidades, mas sim seus nomes, que são um tanto curiosos. Continue lendo para saber mais!
De Miles Davis a Billy Eckstine: quais foram as versões lançadas ao longo dos anos?
Agora que você já conhece as informações mais relevantes sobre a história do WordPress, bem como as características responsáveis pelo atual domínio do CMS no mercado, vamos fazer um apanhado sobre todas as versões já lançadas, desde a primeira, lá em 2004.
O que você vai notar é que todas elas têm algo em comum: nomes em homenagem a grandes músicos do jazz. A ação é motivada pura e simplesmente pela admiração dos criadores por esse gênero musical. Vamos aos nomes!
Versão 1.0: Davis
Embora a 0.7 tenha sido a primeira versão oficial, a 1.0 marca a mudança de estrutura da plataforma, que antes espelhava a cafelog. As principais novidades foram links amigáveis a mecanismos de busca, simplificação do processo de instalação e moderação de comentários.
O nome homenageou Miles Davis, um dos músicos mais influentes do século 20.
Versão 1.2: Mignus
Charles Mignus Jr., que emprestou o nome a essa atualização, foi um compositor, baixista e líder de banda extremamente influente na cena de jazz americana. A versão que o homenageia foi marcante, já que introduziu elementos que sustentam o uso de plugins.
Versão 2.0: Duke
Duke Ellington, que fez parceria com Strayhorn durante sua trajetória, deu nome à versão que introduziu ferramentas de administração mais eficazes. Além disso, as atualizações aumentaram a velocidade de postagem e do upload de imagens.
Versão 2.1: Ella
Primeira mulher a aparecer na lista, Ella Fritzgerald é conhecida como a “Rainha do Jazz” e venerada por sua potência vocal. A versão homônima do WordPress corrigiu problemas de segurança, redesenhou a interface e melhorou ferramentas de edição.
Versão 2.2: Getz
A versão 2.2 realizou, majoritariamente, otimizações de velocidade. O nome homenageia Stanley Getz, que, para muitos, foi um dos maiores saxofonistas de todos os tempos.
Versão 2.3: Dexter
Dexter Gordon é outro saxofonista que dá nome a uma versão do WordPress. Nesse caso, as atualizações focaram em melhorias de segurança e modificaram o sistema de notificações.
Versão 2.5: Brecker
Dono de 15 prêmios Grammy, Michael Brecker deu nome à versão 2.5. A atualização trouxe mudanças profundas no dashboard, introduziu o upload simultâneo de diversos arquivos e melhorou o sistema de plugin.
Versão 2.7: Coltrane
John Coltrane é um dos nomes mais importantes do jazz americano e, também, uma das versões mais revolucionárias do WordPress. As mudanças incluíram uma reconfiguração completa da interface administrativa e a introdução de elementos de automação.
Versão 2.9: Carmen
Nome proeminente entre os cantores do século 20, Carmen McRae foi a escolhida para batizar a versão 2.9 do WordPress, que introduziu um editor de imagem embutido e outros recursos voltados para conteúdo visual.
Versão 3.0: Thelonious
Thelonious Monk é o segundo compositor de jazz mais gravado da história, atrás apenas de Ellington. Na versão que leva seu nome, o WordPress trouxe como principal novidade a funcionalidade multisite.
Versão 3.1: Reinhardt
Primeiro não americano da lista, Django Reinhardt, belga, foi um dos maiores guitarristas europeus de todos os tempos. A versão inspirada nele introduziu a Admin Bar, funcionalidades de microblogging e diversos outros recursos.
Versão 3.4: Green
Essa versão, que leva o nome de Grant Green, trouxe a integração com o Twitter, melhorou a personalização de temas e resolveu alguns problemas menos expressivos.
Versão 3.5: Elvin
Primeiro compatível com displays de retina, essa versão foi nomeada em homenagem a Elvin Jones.
Versão 3.7: Basie
A versão 3.7 trouxe recomendações mais seguras de senhas e aplicou automaticamente updates de segurança e manutenção. O nome vem do pianista William Basie.
Versão 3.8: Parker
A versão que leva o nome de Charlie Parker é lembrada por suas mudanças radicais no dashboard, que se tornou muito mais simples.
Versão 4.0: Benny
Lançado em 2014, a versão batizada de Benny Goodman melhorou a experiência de gerenciamento do sistema, com foco nos conteúdos escritos.
Versão 5.0: Bebo
A versão 5.0, com referência ao cubano Bebo Valdés, trouxe a mudança mais relevante em muitos anos: o editor Gutenberg. Embora tenha sofrido críticas no início, hoje é evidente que o programa revolucionou a criação de páginas ricas em mídia.
Versão 5.4: Adderley
Com nome que homenageia Nat Adderley, esse update adicionou ícones sociais e botões de bloqueio, além de otimizar a interface e melhorar os recursos para exportação de dados.
Versão 5.5: Eckstine
Versão lançada em agosto de 2020 e que homenageia Billy Eckstine, essa atualização trouxe algo chamado “lazy-loaded” , que faz com que as imagens só sejam carregadas quando o usuário estiver prestes a visualizá-las. O objetivo é tornar a experiência mais rápida.
Além disso, os sites incluem, por padrão, um sistema XML, essencial para a otimização em mecanismos de busca.
A história do WordPress deixa claro que o CMS não é o destaque do mercado por acaso. Com atualizações constantes, recursos avançados e interface intuitiva, o sistema torna-se um aliado essencial para qualquer estratégia de Marketing Digital, possibilitando o alcance de resultados ainda mais expressivos.