O que é a canonical tag?
Canonical tag é uma marcação inserida no código de páginas da web para definir que elas são um conteúdo original. Essa tag serve diretamente para a leitura dos algoritmos de motores de busca, como o Google e o Yahoo e funciona como um alerta de que aquela é a página à qual os usuários devem ser redirecionados ao realizarem uma pesquisa nesses sites.
É comum encontrar páginas iguais, mas com URLs diferentes, isso dentro de um mesmo site. Essas variações de endereço acontecem, muitas vezes, de forma natural na construção do site, mas podem ser prejudiciais na hora de rankear a página.
A canonical tag mostra ao algoritmo qual é prioritária, ou seja, a página original que será mostrada em resultados de pesquisas.
Por que usar a canonical tag?
Um dos grandes problemas que uma página da web pode ter na hora de rankear é estar em uma possível situação de conteúdo duplicado. Na prática, são apenas variações de endereço, mas que se encontram em diferentes URLs. Geralmente, é algo como:
- “endereço-do-site”;
- “endereço-do-site /index.html”;
- “endereço-do-site /home.aspx”.
Se você está atendo às URLs das páginas, certamente já percebeu a existência dessas variações, mas também viu que elas levam ao mesmo lugar. Entretanto, isso pode ser um problema para os algoritmos dos motores de busca.
Afinal, para eles, o mesmo conteúdo em endereços diferentes representa duplicação de página, o que gera punição e perda de rankeamento.
Para solucionar isso, é simples: basta usar a canonical tag na página considerada a original. Assim, ela será mostrada nos resultados como a principal, sem levar fluxo para o outro endereço.
O uso da tag é fundamental para preservar o rankeamento de páginas importantes para uma estratégia de Marketing Conteúdo ou de Marketing Digital, de forma geral.
Ações do Google
Recentemente, o Google tem trabalhado para evitar que sites usem de práticas pouco honestas para conseguirem emplacar um alto rankeamento com páginas diferentes, mas que têm o mesmo conteúdo.
Para isso, os algoritmos passaram por atualizações que os capacitaram a detectar quando há essa duplicação. Nesse cenário, naturalmente, há muitas empresas que não usam essa possibilidade intencionalmente, porém, terão o rankeamento penalizado invariavelmente.
Assim, torna-se fundamental ter um trabalho de checagem feito por profissionais de SEO constantemente. Isso evita a duplicação involuntária e faz com que a canonical tag seja usada da melhor maneira possível.
Como funciona a canonical tag?

Em essência, você utiliza a canonical tag da mesma forma que um redirecionamento 301, em que você indica para o algoritmo ir para outra página. Porém, a canonical tag funciona apenas para motores de busca, permitindo que você leve visitantes para aquela página.
Com a canonical tag você não deixa que as páginas com variação de URL sejam indexadas, mas permite que o usuário as acesse. Se você utilizar um redirecionamento 301, não permitirá acesso nem de um, nem de outro.
Dessa forma, a canonical tag funciona como uma maneira de otimizar seu SEO sem prejudicar a experiência de uso dos seus visitantes.
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Quando e como usar a canonical tag?
Quando os motores de busca não identificam qual das versões do seu conteúdo precisa ser incluída ou excluída da indexação, ou quando não sabem para qual página devem guiar métricas como confiança e autoridade, essa é a hora de usar a canonical tag.
Naturalmente, essa confusão quanto ao conteúdo original costuma reduzir sua relevância no ranking. Profissionais de SEO sabem quão prejudicial esse comportamento é, por isso, é fundamental sempre se manter atento às diferentes páginas e às métricas de acesso que elas recebem.
Se o seu site cria múltiplas páginas para o mesmo conteúdo, a canonical tag deve ser usada. Na maioria das vezes, essa replicação de diferentes endereços é gerada por páginas de impressão ou mesmo em páginas em que apenas alguns parâmetros de URL são alterados.
Aplicando a canonical tag
Primeiramente é definido o domínio canônico, ou seja, o site de busca (Google, Bing, Yahoo!, entre outros) será informado que determinada URL é a preferencial para indexação de página ao seu site.
É importante lembrar que é preciso escolher entre a versão com ou sem o “www”. E então, ao ser indexado, esse domínio será usado nos resultados de busca e também para rastreamentos futuros da página e suas atualizações.
Sua aplicação é bastante simples, basta utilizarmos as referências “rel” e “href”. Vamos supor que a URL preferencial seja a “endereço-do-site/institucional”. Assim, para que isso seja indicado aos robots dos mecanismos de busca, você deverá adicionar um elemento <link> à seção head das páginas:
- <link rel=“canonical” href=” endereço-do-site /institucional”/>.

Quando ocorre essa ativação, é certo que a maioria dos usuários vão se deparar com essa URL a cada resultado de pesquisa em que a página aparecer.
Qual é a importância do redirect 301?
A prática garante que o tráfego, assim como os próprios mecanismos de busca, sejam direcionados ao destino correto. O código 301 fará com que esses mecanismos entendam que a página foi movida para outro local, em vez de detectá-la como páginas duplicadas.
Também é recomendada a utilização do redirecionamento 301 quando se tem o objetivo de redirecionar os visitantes de um domínio para outro. Essa necessidade pode acontecer quando uma empresa muda de nome e, com a intenção de preservar ao máximo os seus clientes e seguidores, procura fazê-los se acostumarem com as mudanças em vez de migrar completamente.
Nesse caso, é preciso certificar-se de que cada uma das antigas URLs direcionem para o novo domínio, nas respectivas páginas em que se encontra cada nova versão do conteúdo.
Para ter eficiência nessas alterações, há alguns outros pontos importantes que devem ser levados em conta, como:
- mantenha o Google sempre informado das alterações, ou seja, caso migre para um domínio novo, faça a alteração de endereço no Google Search Console, usando a ferramenta “Mudança de Endereço”;
- garanta que o novo domínio venha a ser rastreado pelo Googlebot;
- certifique-se de que as URLs antigas não estejam bloqueadas, pois, caso estejam, isso impossibilitará o redirecionamento;
- fique atento para saber se os visitantes estão se deparando com o erro 404, embora o ideal seja evitar que o problema ocorra. Uma dica que temos para ajudar nessa tarefa é que você faça os testes por conta própria, elaborando uma lista de todas as URLs e verificando o status de cada uma no relatório de cobertura (Coverage) do Google Search Console. Ao detectar as URLs que apresentam erro, procure corrigir o problema o quanto antes.
Como funciona a canonical tag para redes sociais?
Essa variação de URLs também pode acontecer em redes sociais, no entanto, há um comportamento que gera dúvidas nos usuários, relacionados aos likes do Facebook e do Twitter.
Quando há mais de um endereço para a mesma página nessas plataformas, a contagem de likes só aparece na URL marcada com a tag. Assim, o usuário não consegue visualizar seu like sendo contabilizado na página que ele acessa.
Quais são as melhores práticas no uso dessa funcionalidade?
Nesse trabalho de aplicação das canonical tags, o ideal é implementar um parâmetro de trabalho qualificado que evite penalizações do Google. Assim, há algumas boas práticas que devem estar sempre à frente do trabalho de SEO da empresa. Confira!
Use letras minúsculas nas URLs
Como o Google pode tratar URLs em maiúsculas e minúsculas como duas URLs diferentes, priorize o uso das letras minúsculas no servidor, e então faça o mesmo no endereço para suas tags.
Use a versão correta do domínio (HTTPS ou HTTP)
Se você mudou para SSL, não use mais nenhum URL que não seja “HTTPS” nas suas canonical tags. Se o fizer, isso teoricamente pode levar à confusão e resultados inesperados. O mesmo vale para o contrário: se você não tem um certificado SSL, use somente “HTTP”.
Use apenas uma canonical tag por página
Esta é simples: se você usa mais de uma tag por página, o Google ignora ambas e você segue com o problema de rankeamento.
Quais são os erros mais comuns na canonical tag?
Quando as canonical tags começam a ser aplicadas por quem não tem experiência, é muito fácil cair numa série de equívocos que podem prejudicar o tráfego completamente. Portanto, é imprescindível que se obtenha o máximo de informações possíveis antes de agir.
O ideal é também seguir as recomendações dos próprios sites de busca que aderem a essas tags ou de verdadeiros especialistas no assunto, no caso, os experientes webmasters. Para não correr riscos, confira abaixo alguns erros que podem ser evitados logo de início, garantindo uma boa experiência com as canonical tags.
Não entender que as canonical tags existem por um único propósito
Boa parte dos problemas registrados pelos iniciantes ocorrem por se esquecerem de um detalhe importante: a estratégia só serve para evitar conteúdos duplicados e nada mais!
Tendo isso bem esclarecido em mente, evite aplicar canonical tags para qualquer outra finalidade que não seja a de solucionar problemas de conteúdo duplicado, pois as chances de gerar novos problemas são muito grandes.
Aplicar o rel=canonical em locais errados
Para que a técnica funcione, é necessário que o rel=canonical esteja localizado na seção <head>. Do contrário, se o código for inserido na seção <body>, por exemplo, os mecanismos de busca simplesmente ignoram a referência. Além de inutilizar a técnica, isso pode comprometer a estrutura HTML da página.
Não verificar cuidadosamente o código-fonte
Mais comum que criar modelos de código prontos para declarar o rel=canonical, com a finalidade de agilizar o trabalho, é copiá-lo sem fazer as devidas alterações no link de destino. É como redirecionar o usuário a uma página errada, colocando em xeque a reputação do site como um todo.
A utilização de plugins de SEO também pode protagonizar problemas da mesma natureza, como a inclusão de duas ou mais declarações de canonical em um mesmo código fonte, e, assim como nos casos em que a referência está fora da seção head, os motores de busca também vão ignorar sua aplicação.
Utilizar canonical tags em páginas não-duplicadas
Como explicado no primeiro erro comum, a técnica só deve ser aplicada em conteúdos duplicados. Um exemplo que vem se tornando clássico é o da utilização de canonical em artigos que se estendem por outras páginas, fazendo com que todas as páginas tenham como referência a primeira.
Dessa forma, todo o conteúdo das páginas posteriores à primeira será perdido justamente por não se tratar de duplicidade. Nesse caso, recomenda-se usar canonical tag para que se tenha a visualização integral de todo o conteúdo, todas as páginas.
- várias versões de uma página para oferecer suporte a diferentes tipos de dispositivos. Por exemplo, “endereço-do-site /notícias/” e “amp.endereço-do-site /notícias/”;
- parâmetros e IDs de sessão. Por exemplo, “endereço-do-site/products?category=vestidos&color=verde” ou “endereço-do-site/dresses/cocktail?gclid=ABCD”;
- uma única página presente em várias subpastas de categoria. Por exemplo, “endereço-do-site/decor/almofadas” e “endereço-do-site/cama/almofadss”.
O uso da canonical tag pode ser um recurso decisivo para garantir que sites sejam rankeados adequadamente, sem serem prejudicados pelo algoritmo do Google. Isso garante a eficácia nos parâmetros de SEO e ajudam, por exemplo, a fortalecer estratégias de Marketing de Conteúdo.