“Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos textos. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.”
Escrever bem não tem a ver com complexidade. Por alguma razão, ainda acreditamos que ser capaz de formular frases complexas nos outorgará automaticamente uma autoridade irrevogável.
Na era da escrita digital, sendo a internet um dos canais mais democráticos, a informalidade é que realmente faz mais sentido para a maioria dos leitores. Falar com pessoas de maneira popular não é um crime. Ser autoridade é ter a capacidade de ter uma comunicação assertiva.
O erro crasso de quem busca autoridade
Na sedução de querer parecer alguém realmente importante, a maioria dos que desejam construir uma autoridade profissional pecam no excesso de verbetes técnicos e na errônea necessidade da abordagem de vendas. As empresas, assim igualmente vão para o purgatório da desimportante.
Raramente quem navega pelos textos na internet está interessado em abordagens genialmente melindrosa. Não só porque a maioria dos gênios estão em extinção, mas também porque já se foi o tempo que o escritor era aquele sujeito restritamente genial.
A escrita assertiva na era virtual é simples, objetiva e direta
Escrever nos dias de hoje tem que ser uma tarefa básica. A sua simplicidade está justamente na sua capacidade de falar com todos — ou pelo menos com a maioria — dos publico. É preciso ter o treinamento de ser compreensível, utilizar termos claro, com uma linguagem extremamente acessível diante de ideias descomplicadas. Tem de ser obrigatoriamente entendível e transparente a qualquer um.
Aliás, nunca vi ninguém lembrar com carinho de um texto só porque não entendeu metade das palavras. Tem gente que ostenta jargão como quem desfila medalha, mas, francamente, isso só desconversa com quem está do outro lado da tela. Criar conexão não nasce desse exibicionismo de vocabulário; nasce, sim, daquele esforço honesto de alcançar quem lê com clareza e até um certo tato. O dia a dia já é confuso o bastante, ninguém vai implorar por algum rebuscamento desnecessário na hora de consumir informação.
Outro ponto, já comentado numa roda de colegas: escrever fácil não quer dizer escrever raso. A profundidade mora na escolha do essencial, não na quantidade de adorno jogado aleatoriamente. Isso é algo que acaba sendo aprendido mais com tropeço e feedback do leitor do que em qualquer curso avançado. E, olha, às vezes um conselho sincero acerta mais o alvo do que um tratado acadêmico de duzentas páginas.
O seu lado da objetividade é essencial e cabe bem em um mundo totalmente ocupado, veloz e cheio de compromissos. Manter a escolha de palavras honestas, manter uma firmeza da compreensão, transportar segurança e posicionamento prático e direto. O leitor é o primeiro a notar rodeios desnecessários.
Ser capaz de ir direto ao ponto é mais que um talento, na internet, é questão de sobrevivência. Escolha sempre uma comunicação sem desvios.
Retire essa ideia de genialidade obrigatória
Engana-se quem pensa que para ter suas ideias lançadas em um texto é necessário pertencer a um clube de pessoas peculiares que são extraordinárias. Repito: A escrita é para todas as gentes.
Escrever é justamente o ato de ser o mais autêntico possível. No universo da criação de conteúdo, há um primor na genuinidade. E se tem uma coisa que a vida da escrita me ensinou é que existem públicos para todo tipo de produção.
Então, ao invés de investir em uma comunicação com pretensão a complexidade geniosa, que tal investir em ser exclusivamente você? O mais difícil é aprender a encontrar um tom, um estilo, um natureza que seja tão sua que todos o entendam que até mesmo as suas abobrinhas, sejam geniais para alguém.