Como tirei o lixo da palma da mão e aumentei a produtividade

Se você me acompanha nas redes sociais sabe que eu sou obcecada pelo conteúdo que consumo. Não vejo noticiários, participo pouco de grupos no Whatsapp e passo boa parte do meu dia estudando e conhecendo histórias inspiradoras.

Porém, nem sempre fui assim. Já fui o tipo de pessoa que assistia novelas, passava anos sem ler um livro e era viciada em compras. Tenho muita vergonha em admitir isto, mas sei que esta exposição pode te ajudar.

Há alguns anos me apaixonei por Coaching e comecei a trabalhar com assessoria à Recolocação Profissional e conforme a minha empresa foi crescendo eu acabei tendo a oportunidade de conhecer profissionais incríveis, histórias inspiradoras e realizar muitos cursos e treinamentos. Mas acredito que o ponto de virada na minha vida e carreira foi quando comecei a cortar todo o lixo que entrava muitas vezes pela palma da minha mão.

Apesar de hoje eu ser uma “digital influencer” (rs), eu me policio muito para não gastar muito tempo com o feed de notícias das redes sociais. Inclusive no meu trabalho não vejo atualizações do Facebook, por exemplo. Tenho um plugin que bloqueia tuuuudo.

Também uso o smartphone para assuntos profissionais e só participo de grupos que me fazem crescer. Fujo de fofocas e notícias desanimadoras. Também não assisto telejornais e não acesso sites de notícias. O que é muito importante sempre chegou até mim.

Teve uma época em que eu ainda tentava equilibrar tudo: notícias, redes sociais, até rádio ligado do café até o jantar. Juro, era esgotante. Achava que precisava estar atualizada de tudo o tempo todo, mas era só ansiedade disfarçada mesmo. E, sinceramente, não acho que ninguém aguente esse turbilhão por muito tempo sem dar alguma pane interna. Foi só quando consegui colocar uns limites que as coisas começaram a clarear.

Aprendi que cada vez que ouvia notícias negativas isto gerava uma mudança bioquímica no meu cérebro que afetava diretamente o meu humor e minha produtividade, então fiz um teste e parei.

Posso dizer que nunca me fez falta e não me tornei uma pessoa alienada, a informação dá um jeito de me encontrar.

Aliás, é engraçado como sempre tem alguém pronto pra te contar aquele “você soube do que aconteceu?” no elevador ou no almoço. Dá até para escolher não clicar nas manchetes: se for urgente de verdade, fatalmente chega na sua orelha de algum jeito. Não precisa ser detector de tendências o tempo inteiro, sabe? Acho que no fim todo mundo filtra como consegue, só varia a dose de ruído. Com o tempo, fui dando mais valor pro silêncio e pro conteúdo que me faz crescer — e ó, o mundo não acabou.

Troquei a TV pela leitura e como sou muito agitada, às vezes, é difícil ler um livro de conteúdo muito denso. Para dar conta disto mergulhei de cabeça nos audiobooks. E quando tenho pouco tempo, olho despretensiosamente no Youtube e vejo uma palestra no TED Talking ou um vídeo mais motivacional.

Se você entrar no meu carro você vai encontrar audio de palestras, cursos gravados, mais audiobooks e claro músicas que me inspiram.

Não assisto TV aberta e adoro um filme emocionante e inspirador. Biografias e histórias de inspiração são os meus prediletos.

Também tenho o cuidado de não passar o dia checando o inbox, e-mail e mensagens no Whatsapp. Só checo as mensagens quando tenho tempo de responder. Foi difícil, mas aprendi. De nada adianta você ler um e-mail na hora de dormir que você só terá de responder quando chegar no trabalho ao dia seguinte.

Posso dizer que com tudo isto eu aprendo algo novo a cada dia e a minha produtividade aumentou drasticamente. E se você tá pensando que sou extremamente certinha e que não me divirto nunca tá completamente equivocado.

Faço questão de manter o bom humor, adoro rir alto, dançar e me arrisco até fazer umas piadas sem graça. Diversão também faz parte das minhas metas e por isto sou cercada de pessoas positivas e bem-humoradas.

Agora me diz, você tá consumindo muito lixo? O que pode fazer de diferente?

Carolina