Dois pesos, duas medidas
Alguns marqueteiros defendem que manter a tradição é essencial para boas práticas e que um não vive sem o outro. Já para os profissionais mais modernos o online veio para ficar e o off-line está morto, sem chances de ressuscitação. Prova disso é a velha máxima que diz que os jornais impressos estarão findados dentro de pouco tempo e por isso tratam de tornar seu conteúdo web cada vez mais forte. Foi-se o tempo em que a comunicação era feita ‘de um para muitos’, e hoje o que vale é o contrário, ‘de muitos para um’. Uma discussão infinita que nos leva a crer não haver respostas definidas. Contudo, especialistas como Martha Gabriel e Philip Kotler, tidos como os maiores e melhores do ramo no Brasil, afirmam que elas são mídias complementares e deverão coexistir. Em recente entrevista, a palestrante analisa este balanço como sendo algo difícil de ser realizado por agências de propaganda. Se distinguem aqueles que sabem transitar com habilidade entre os dois meios. Vejamos então em detalhes os principais pontos contra e a favor no uso da mídia clássica em relação a virtual:Contras
- É um veículo relativamente caro: TV, jornal, revista e cinema são os principais meios e consomem bastante a verba dos contratantes.
- É uma via de mão única, sem reciprocidade: aí entra o telespectador, o ouvinte, o leitor, etc. Todos eles apenas recebem a mensagem, não interferem no andamento dela.
- É difícil de ser medida: o consumidor primário está disperso, com interesses múltiplos e atenção dividida entre os novos meios. Quando ações e cliques não são possíveis, nem o número de televisores ligados já não representa uma realidade de consumo.
- Queda considerável no número de leitores de jornal por dia: sem leitores, os anúncios contidos no exemplar impactam cada vez menos.
- Menos público, menos venda, mais obsoleto o canal fica.
- O famosos ROI, retorno sobre investimentos, vem caindo sensivelmente para os meios clássicos.
- É um meio lento para postagem de conteúdo: obedecem horários e datas pré-estabelecidas, o que frustra o consumidor atual, muito mais ágil.
Prós
- Continua sendo uma alternativa confiável: segundo dados do Ibope, no primeiro trimestre de 2014, 57% do público ainda assiste TV aberta.
- A audiência já vem segmentada, especialmente em jornais, pois as seções ou canais de rádio e Televisão, por exemplo, oferece um público bem direcionado.
- Ainda existe espaço e demanda por publicidade: os mesmo números do ano passado mostram que houve um crescimento de 15% em investimento em propaganda em relação a 2013.
- Traz resultados em pouco tempo: segue a norma do para cada ação existe uma reação, causando uma rápida satisfação do consumidor.
- É permanente e tangível: o tempo de exposição para deleite de quem consome é durável.