Planilha de preços: 5 dicas para montar a sua

TL;DR

Uma planilha de preços organiza custos, despesas, tributos, tempo de trabalho e margem para chegar a um valor de venda que pode ser revisto. O artigo diferencia produtos, serviços e projetos porque cada um incorpora custos em momentos diferentes.

  • Por que importa: Um preço calculado só pela margem pode deixar despesas necessárias fora da decisão.
  • Como funciona: A planilha reúne custos diretos, gastos fixos proporcionais e a margem definida para cada oferta.
  • Na prática: Produtos, serviços e projetos pedem campos próprios para compra, execução, deslocamento ou etapas de entrega.
  • Ponto de atenção: O valor calculado ainda precisa ser revisto diante de impostos, mercado, escopo e mudanças nos custos.
A precificação correta de produtos, serviços e projetos é um ponto fundamental na hora de elaborar a gestão de empresas e é vista como uma das maiores dificuldades dos empreendedores. Portanto, uma planilha de preços deve considerar uma série de fatores que vão além do percentual de lucro. É preciso pensar no valor de mercado, na concorrência, no custo e também fazer com que a empresa obtenha lucro sem deixar de pensar em valores justos e competitivos. A planilha de preços é uma ferramenta fundamental nessa hora, por isso listamos algumas dicas para que você consiga montar a sua e saia na frente da concorrência ao pensar em uma gestão saudável.
Neste post 5

1. Usar ferramentas como o Excel

O Excel é um programa de planilhas completo e capaz de automatizar a gestão da empresa, especialmente quando se trata de planilhas de controle. Nessa ferramenta — que faz parte do pacote Office da Microsoft — é possível utilizar fórmulas que retornam valores inteiros ou percentuais. Sendo assim, é fácil descobrir a diferença financeira entre o valor da compra e da venda e qual é a margem de lucro de determinado produto ou serviço.

2. Separar os valores de acordo com a categoria dos produtos

Cada produto deve fazer parte de uma categoria: mais vendido, maior valor agregado ou tempo dispensado na realização de um serviço. Por mais que os produtos ou serviços façam parte do mesmo mix, eles podem ter preços diferentes ao se considerar a taxa de imposto, a necessidade de um funcionário que execute alguma tarefa, o transporte etc. Os custos são diferentes, logo o preço de venda poderá ser diferente também.

3. Usar estruturas diferentes para planilhas de produtos, serviços e projetos

Produtos

A planilha de produtos deve considerar elementos como preço de compra, pró-labore, salário de funcionários, despesas fixas para manter a empresa em funcionamento e lucro.

Serviços

No caso de serviços, a planilha de preços se torna ainda mais complexa. Isso porque o custo relativo à fabricação que já vem incluso na compra de um produto não existe na hora de prestar serviços. Portanto, o cálculo deve considerar o deslocamento, a hospedagem, a alimentação dos funcionários responsáveis pelo transporte, o tempo necessário para a execução do serviço e o lucro.

Projetos

Apesar de ser considerado um serviço, ao realizar um projeto é preciso entender que existem etapas de elaboração. Nesse caso, é fundamental lançar os dados de acordo com a ocorrência sem deixar de considerar o custo total e a margem de lucro no final do projeto. LEIA TAMBÉM
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4. Considerar as peculiaridades de cada precificação para lançar na planilha

Precificar um produto é uma atividade com um certo grau de complexidade. Antes de descobrir o valor a cobrar é necessário saber o preço de custo, já considerando matéria-prima, impostos, custo de fabricação, faturamento como colaborativo para pagar outras despesas da empresa e lucro. A planilha deve conter esses dados para evitar o erro de lançar um percentual apenas para se estabelecer no mercado e obter prejuízos no longo prazo.

5. Formatar a planilha para resultados automáticos

Uma planilha eficiente não depende que em cada etapa seja realizada uma fórmula nova para descobrir os valores. Assim que os valores forem lançados, a planilha deve retornar o percentual que precisa ser acrescido para que o resultado seja o lucro. Sobre isso, é possível modificar as margens para se enquadrar na média do mercado, no valor agregado e no plano de marketing. Se a planilha for exata, o empreendedor terá clareza do quanto poderá flexibilizar seu faturamento sem o risco de prejuízos. Elaborar uma planilha de preços pode parecer simples, mas é preciso ter bastante cuidado para garantir o fluxo de caixa, evitar prejuízos e garantir a lucratividade. Quer aprender mais sobre gestão? Então acesse este post, e saiba como potencializar o desempenho da sua equipe!

Perguntas frequentes

Quais dados entram primeiro em uma planilha de preços?

Comece pelos custos diretamente ligados ao produto, serviço ou projeto e depois registre os gastos fixos que precisam ser distribuídos na operação. O artigo cita compra, impostos, mão de obra, deslocamento e despesas de funcionamento como exemplos. A utilidade da planilha depende de registrar o que realmente compõe a entrega, e não apenas a margem desejada.

Por que produtos, serviços e projetos exigem estruturas diferentes?

Produtos costumam concentrar custo de compra e fabricação, enquanto serviços incorporam tempo, deslocamento e execução. Projetos ainda podem ter etapas próprias, com custos que surgem em momentos diferentes. O artigo separa essas situações para evitar que uma estrutura genérica esconda um gasto importante e produza um preço que não representa o trabalho contratado.

Quando uma planilha de preços deve ser revista?

Revise a planilha quando custos, tributos, escopo, volume ou condições de mercado mudarem de forma relevante. O artigo destaca que a ferramenta pode mostrar quanto existe de margem para flexibilizar o valor sem criar prejuízo. Uma revisão periódica também evita que despesas novas fiquem fora de uma decisão tomada com dados antigos.

MM Matt Montenegro