O que é mídia programática?
Começando com uma definição bem simples, o que diferencia a mídia programática dos modelos tradicionais é o fato de a compra de espaços publicitários acontecer por meio das plataformas tecnológicas. Na prática, então, estamos nos referindo à automação do processo de compra de mídia, o que implica no uso de soluções digitais para chegar aos melhores resultados em termos de otimização. Detalhe: esse tipo de formato nasceu, claro, para atender às demandas das plataformas digitais, mas hoje se estende também para os chamados meios offline. Em mercados mais maduros, como o dos Estados Unidos, ela tem avançado de forma significativa nos últimos anos. Para se ter uma ideia, dados da E-marketer mostram que, em 2018, cerca de 80% das vendas de anúncios digitais foram feitas por meio desse sistema. Se no início dessa história o grande atrativo era a questão do custo, hoje isso mudou. Interessa, principalmente, o emprego dos recursos digitais para refinar a segmentação usada nas campanhas. Ou seja, o que tem sustentado o crescimento da mídia programática em todo o mundo é a eficiência, baseada na precisão da programação e na qualidade da entrega. Vamos entender melhor como isso funciona no próximo tópico. Confira!Como ela funciona?
Para entender o funcionamento da mídia programática, o primeiro aspecto a ser considerado é que ela demanda o envolvimento de diferentes tipos de empresas. Assim, embora tenha uma mecânica simples, ela torna-se mais complexa do que o modelo tradicional, porque traz novos players para o negócio. Além disso, é preciso considerar a mudança na forma de pagamento da mídia. Ela não acontece por meio de preços fechados para determinados horários ou faixas de programação, e, sim, a partir dos leilões. Mas como isso funciona? Simples: a compra e a venda de mídia é realizada a partir de plataformas específicas, nas quais os chamados publishers inserem o seu inventário (é assim que chamamos os espaços publicitários disponíveis para comercialização). Trata-se, então, de um processo automático, uma vez que as empresas interessadas em anunciar nesses canais de comunicação farão as consultas e o fechamento da compra por meio dos sistemas, praticamente sem precisar da interferência humana no processo. É óbvio que, como ocorre em todo processo de automação de marketing, ainda precisamos de muita inteligência humana atuando, principalmente para o direcionamento estratégico da campanha. Todo o processo de execução, porém, é feito automaticamente e com o uso de softwares altamente eficientes para realizar a seleção do público-alvo e a entrega dos anúncios.Quem é quem na mídia programática?
Para você ter uma noção dos termos mais importantes da área, listamos abaixo os mais usados.DSP (Demand Side Platform)
São as plataformas empregadas para a compra de mídia em tempo real. É por meio delas que o anunciante pesquisa nas Ad Exchanges, por exemplo.SSP (Supply Side Platform/Sell Side Platform)
É por meio das SSPs que é feita a venda do inventário. São nessas plataformas que os publishers oferecem o inventário disponível.DMP (Data Management Platform)
DMP (Data Management Platform) são as plataformas responsáveis pelo monitoramento dos usuários. Eles fazem isso a partir da inserção de cookies e, a partir daí, têm condições de fazer entregas mais segmentadas, de acordo com os interesses daquela marca.Ad Exchange
Podemos pensar nas ad exchanges como uma espécie de marketplace de publishers. Ou seja, elas reúnem os inventários de diversos tipos de sites interessados em comercializar espaços publicitários em suas páginas. As negociações ocorrem em tempo real (RTB), por isso o uso do termo “bolsa de anúncios”.Trading Desk
Nesse caso, estamos nos referindo a operações especializadas na compra via DSP. São agências que trabalham como uma mesa de operação, procurando otimizar os investimentos e promover a entrega de outros tipos de serviços.Quais ferramentas utilizar nessa área?
Veja, a seguir, informações de duas ferramentas que podem ajudar quem está iniciando sua jornada na mídia programática:- Criteo: no Brasil desde 2011, a operação francesa é uma das principais para retargeting. Destaca-se, especialmente, em função do ROI. Ou seja, otimiza o retorno do investimento feito nesse tipo de campanha.
- AdRoll: a especialidade dela é a mesma: retargeting. Mas tem um diferencial importante: ela é uma das parceiras oficiais do Facebook para a realização de campanhas desse tipo.