O que Adam Smith quer dizer com a teoria da Mão Invisível?

TL;DR

A mão invisível é a metáfora usada para explicar como decisões individuais podem afetar preços, oferta e demanda em um mercado. O artigo situa a ideia em Adam Smith e mostra por que ela costuma ser ligada à livre concorrência e à busca por interesses próprios.

  • Por que importa: O conceito ajuda a discutir como escolhas de consumidores e empresas se encontram na formação de preços.
  • Em detalhe: A expressão ficou associada a Adam Smith e à obra A Riqueza das Nações, publicada em 1776.
  • Ponto de atenção: No artigo, a metáfora aparece no contexto de uma economia livre, com justiça, defesa nacional e obras públicas.
  • Conclusão: Entender o contexto evita usar a mão invisível como explicação automática para qualquer resultado econômico.
Pode ser que você não saiba o que é o conceito da mão invisível, mas com certeza o conhece por outro nome. O termo mão invisível foi criado por Adam Smith, em seu livro A Riqueza das Nações. Adam Smith é considerado por muitas fontes como o pai da economia moderna, além de ser um dos mais importante teórico do liberalismo econômico. Para aprofundar um pouco mais no assunto, entenda o que significa esse termo, o contexto em que ele foi criado e como que ele rege nossa economia ainda nos dias de hoje. LEIA TAMBÉM 6 lições de liderança com o livro Radical Candor de Kim Scott Você sabe quanto custa fazer um site em WordPress? Segundo ele, se a economia fosse livre, sem intervenção alguma de órgãos externos ou do governo, ela irá regular de forma automática, como se houvesse uma mão invisível por trás de tudo, fazendo com que os preços dos produtos fossem ditados pelo próprio mercado, conforme sua necessidade. Essa é a base da Teoria Econômica e ela comprovadamente funciona na prática. Quando o mercado está escasso de um determinado produto e existe uma demanda muito grande querendo comprá-lo, automaticamente os vendedores aumentam o preço desse item, pois ainda assim haverá consumidores interessados. Já no caso em que foi produzido produtos em excesso e não existem consumidores suficientes, os fabricantes reduzem o preço para que aqueles poucos clientes que ainda se interessam pelo artigo comprem dele e não de seus concorrentes. Desta forma, o preço dos produtos sempre irá se regularizar conforme a maior ou menor oferta do momento e segundo o aumento ou decréscimo da procura.

Intervenção do estado

Nosso objetivo não é opinar se o Estado deve ou não intervir na economia, mas sim repassar os conceitos criados já na época de Adam Smith. Segundo ele, existiriam apenas três situações onde o estado deveria intervir, sendo elas:
  1. na justiça, com estabelecimento e manutenção;
  2. na defesa nacional,;
  3. e em obras públicas de instituições que não fossem de interesse privado.
Hoje em dia, no Brasil, o que acontece é que o Estado interfere diretamente na economia, ao tarifar os produtos com impostos altos. Dessa forma, muitas vezes o preço final de um item torna-se inviável para o consumidor, impedindo assim que um bem de interesse do público possa ser comercializado por um preço justo. Para todos que se esforçam ao empreender no Brasil é preciso aceitar a realidade como ela é. Entender que aquela mão invisível descrita por Adam Smith ainda existe, mas que sofre influência do governo. Independente disso, milhares de brasileiros vão à luta todos os dias para obter sucesso em seus negócios. Para se planejar com cuidado é importante conhecer as estratégias e técnicas certas que o seu negócio precisa. Pensando nisso, desenvolvemos um treinamento de marketing digital para que você possa aprender e aplicar no seu empreendimento. Confira!

Perguntas frequentes

O que a mão invisível explica na economia?

A mão invisível é uma metáfora para a maneira como interesses individuais, oferta e procura podem se relacionar em uma economia livre. No exemplo do artigo, produtores adaptam a quantidade e os preços quando observam a demanda dos consumidores. Essa interação explica os ajustes de oferta e preço apresentados no texto.

Em que situações Adam Smith admitia intervenção do Estado?

Segundo o artigo, Adam Smith admitia que o Estado cuidasse da justiça, da defesa nacional e de obras públicas que não fossem de interesse privado. Essas exceções aparecem ao lado da explicação sobre uma economia livre e situam a metáfora da mão invisível no contexto histórico apresentado. O texto associa a ideia à busca de interesses próprios e à livre concorrência.

Por que a expressão é frequentemente mal compreendida?

A expressão ficou muito conhecida e, por isso, muitas vezes é repetida sem o contexto oferecido pelo artigo. O texto a relaciona à livre concorrência, à procura, à oferta e aos interesses individuais. Ele ilustra que uma grande demanda pode elevar preços quando falta produto, enquanto um excesso de produtos pode levar fabricantes a baixar os preços.

MM Matt Montenegro