Aprenda mais sobre localhost: o que é, quais as vantagens e como aplicar ao WordPress

TL;DR

Localhost é o nome que aponta para a própria máquina (127.0.0.1 em IPv4 e ::1 em IPv6), com tráfego que não sai do computador. No WordPress, você sobe Apache, PHP e banco local (ex.: XAMPP com MariaDB) e acessa via http://localhost para testar offline.

  • Por que importa: permite editar temas, plugins e atualizações fora do ar antes de publicar.
  • Como funciona: o PC vira servidor local; o painel remoto do WordPress na hospedagem não é localhost.
  • Na prática: instale XAMPP, copie o WordPress para htdocs e abra http://localhost/nome-da-pasta.
  • Ponto de atenção: o banco local cria-se em localhost/phpmyadmin; o XAMPP entrega MariaDB.
  • Conclusão: ganha-se velocidade de desenvolvimento, testes de ping e acesso restrito à sua máquina.

Quem trabalha com WordPress em estratégias de Marketing Digital se depara constantemente com termos que nem sempre são tão acessíveis. Entre eles, localhost com certeza é um dos mais recorrentes e que geram mais dúvidas.

Apesar de ser desconhecido para muitos, esse é um conceito importante que, quando entendido, se torna uma ferramenta importante para o usuário.

Trabalhar com WordPress é cada vez mais comum a profissionais que precisam gerenciar sites e páginas de seus clientes. No entanto, para ter a amplitude de funcionalidades acessíveis à posição de administrador, é preciso dominar o que é o localhost e como ele pode ser devidamente usado.

Este guia detalha o assunto por meio dos tópicos:

Continue a leitura e entenda melhor!

 
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O que significa localhost?

Em redes, localhost é o nome reservado que sempre aponta para a própria máquina em que o programa está rodando. Ele resolve para o endereço de loopback 127.0.0.1 em IPv4 e ::1 em IPv6, e esse tráfego nunca sai do computador. Não necessariamente ele é o do usuário, mas aquele que executa alguma aplicação que está sendo usada. Se você usa uma ferramenta que roda direto da nuvem, por exemplo, a sua máquina é o localhost. O mesmo acontece quando um navegador da web é utilizado.

Quando você acessa um site, há um local remoto que faz toda aquela infraestrutura funcionar e aparecer no seu computador ou dispositivo mobile. Nesse caso, se trata de um servidor, esse que também se conecta ao banco de dados para poder rodar todos os arquivos necessários para que o site funcione. Aqui vale a distinção que o texto original erra: um servidor remoto nunca é o seu localhost, porque o termo é sempre relativo a quem executa o programa, ou seja, para você é a sua máquina e para o servidor é o localhost em questão.

A relação com o WordPress

O WordPress tem seu painel de administração que permite ao usuário realizar as alterações e ajustes que preferir em relação ao site. No entanto, ele não é um localhost, já que é o servidor que garante que as páginas estejam no ar funcionando com a estrutura completa.

Na prática, o que você instala é um servidor local na sua própria máquina: um servidor web como o Apache, mais PHP e um banco de dados. O WordPress passa a ser servido por esse ambiente e você o acessa pelo navegador em http://localhost.

 

Para que serve um localhost?

O ambiente local não é exclusivo de quem programa. Qualquer pessoa que edite temas, teste plugins ou aplique atualizações do WordPress ganha em ensaiar tudo fora do ar antes de publicar. Quando o desenvolvedor consegue obter esse maior controle que o localhost proporciona, naturalmente ele estará apto a fazer mudanças e testes no desempenho do site.

Sem esse recurso, ele não teria um ambiente ideal e completo, algo que só é possível quando se replica a atividade do servidor. Por exemplo, o servidor local dá acesso direto ao banco de dados que guarda o conteúdo do site, com posts, páginas e configurações. Atenção ao detalhe: o XAMPP hoje entrega o MariaDB, e não o MySQL.

É como se o desenvolvedor conseguisse captar toda a infraestrutura utilizada na hospedagem e na execução daquele site para centralizar na sua máquina. Para isso, ele cria esse localhost e aplica no seu WordPress, tendo um painel de gestão totalmente detalhado e completo.

Acesso direto na máquina

Servidores são remotos e podem ser acessados por meio de uma página da web. Sendo assim, qualquer pessoa que tenha o endereço do servidor está apta a fazer alterações. Por mais que isso pareça vantajoso e interessante, é também um limitador: a administração daquele site só pode ser feita quando há uma conexão à internet, já que ele é remoto.

Essa situação muda completamente quando há a aplicação do localhost, ou seja, o computador em questão é que se torna o servidor que, nesse caso, é local, em vez de remoto. Assim, é possível trabalhar offline em qualquer alteração ou configuração na plataforma WordPress.

Como medida de segurança, tornar o computador um localhost também serve para limitar ao máximo a possibilidade de alterações indevidas. Isso acontece porque, uma vez que essa aplicação do servidor na máquina é feita, somente por meio dela é possível gerenciar o site.

 

Quais as vantagens de usar um localhost?

Entender mais a fundo as vantagens do localhost pode ser importante para quem ainda está em busca de saber como criar um site e, posteriormente, gerir no WordPress. Desenvolvedores têm maior autonomia para administrar sites e também para realizar configurações, testes e mudar o que entenderem como necessário.

O localhost torna o computador em questão um verdadeiro centro de comando para um trabalho que pode ser feito como o desenvolvedor quiser. A seguir, entenda melhor quais são as vantagens aproveitadas quando esse modelo é aplicado!

Fazer testes de velocidade

A velocidade de resposta e carregamento de um site é algo fundamental quando se pensa em experiência de navegação. Usuários esperam não ter problemas nesse sentido, então é papel do desenvolvedor garantir que as aplicações estejam em pleno funcionamento. Um localhost facilita muito a realização desses testes, trazendo a autonomia necessária para o trabalho.

Testes de ping são feitos com o comando ping localhost no Prompt de Comando do Windows ou no Terminal, em um macOS.

Otimizar o tempo de desenvolvimento

O desenvolvimento offline é uma das vantagens mais atrativas quando o desenvolvedor tem todo o ambiente de um servidor concentrado em sua máquina.

A razão é simples: realizar alterações online demanda muito tempo, uma vez que há a constante troca das informações. Esse upload e download contínuo gera ociosidade, fazendo o desenvolvedor esperar.

Ao usar o localhost, nada disso acontece, já que o registro das informações é dinâmico e feito no momento exato em que as alterações são executadas. O trabalho se torna mais ágil, já que tudo é salvo no computador e as mudanças são transmitidas de uma só vez.

Restringir o acesso

O trabalho local no desenvolvimento e gestão de um site também limita o número de pessoas que podem acessar o servidor. Quando ele é remoto, basta entrar no endereço para realizar alterações.

Ainda que o uso do localhost seja um limitante, pode ser usado de forma benéfica para garantir que as alterações sejam feitas somente a partir daquele computador especificamente.

Além de evitar o acesso de pessoas não autorizadas, o localhost também tira o acesso facilitado ao cliente. Por vezes, pode acontecer de ele acessar o servidor, mesmo sem ter algum objetivo. Isso pode atrapalhar o andamento do trabalho e atrasar as demandas que o desenvolvedor tem.

Aumentar a capacidade de armazenamento

Servidores remotos costumam limitar o armazenamento de bancos de dados que são usados em sites. Para quem gerencia vários clientes no WordPress, certamente esse é um fator que pode causar problemas.

Isso não acontece quando o desenvolvedor utiliza o localhost. O espaço de armazenamento é aquele que o computador capacita, ou seja, pode ser ampliado da maneira que for necessário. Sem restrições, a gestão de sites em WordPress se torna muito mais ampla!

 

Como aplicar o localhost no seu WordPress?

Se você deseja aplicar o localhost no WordPress, há um processo com algumas etapas que precisa ser realizado. Ele garante que o seu computador receba esse servidor local e então consiga executar todo o trabalho de administração e configuração dos sites. Confira o processo a seguir!

Instale o XAMPP

O XAMPP é uma das opções mais usadas. Ele é gratuito, roda em Windows, Linux e macOS e instala de uma vez Apache, MariaDB, PHP e Perl. Também vale conhecer o Local, da WP Engine, gratuito e feito só para WordPress, e o Docker Desktop, que tem o plano Docker Personal sem custo e roda em Windows, macOS e Linux. Ele é gratuito, basta baixá-lo e instalar antes de seguir com as outras etapas.

Baixe o WordPress e extraia os arquivos

O WordPress é baixado direto do site oficial, em wordpress.org/download, que hoje distribui a versão 7.0.2 em .zip e também em .tar.gz. Uma vez baixado, descompacte o arquivo e copie a pasta do WordPress para a raiz de documentos do servidor. No Windows ela fica em C:\xampp\htdocs, no macOS o XAMPP é instalado em /Applications/XAMPP e no Linux em /opt/lampp, com o htdocs dentro de cada uma dessas pastas. Crie uma pasta nesse local e insira “WORDPRESS” nesse destino.

Acesse o localhost para instalar

Com a pasta criada, digite http://localhost/nome-da-pasta no navegador para abrir o instalador do WordPress. Evite espaços no nome da pasta e, se o Apache do XAMPP estiver rodando em outra porta, inclua a porta no endereço. Assim, o processo de configuração e instalação será conduzido sem maiores dificuldades.

É necessário também criar um banco de dados para seu site. Ele ficará salvo no seu computador, mas precisa ser acessado também pelo navegador, usando o endereço “localhost/phpmyadmin”. Esse banco de dados vai armazenar todos os arquivos utilizados nos sites que você gerir.

O WordPress é atualmente uma das plataformas mais acessíveis para que profissionais de Marketing Digital consigam gerenciar páginas sem maiores complicações. De fácil configuração e operação, ela também mostra que seus recursos podem ser convidativos a desenvolvedores.

O uso do localhost traz mais segurança, agilidade, autonomia e até mesmo a possibilidade de ter uma plataforma que facilita testes e alterações. Agora que você sabe como realizar essa transição, fica muito mais fácil optar pelo servidor local em vez do remoto.

Você conhece o Stage? A plataforma é voltada para gerenciar sites em blogs do WordPress! Saiba como ela pode ser útil para sua estratégia!

Perguntas frequentes

Por que o painel do WordPress na hospedagem não é localhost?

Localhost é relativo a quem executa o programa: no seu notebook, é a sua máquina; no servidor remoto, o localhost é o próprio servidor. O painel em produção roda na hospedagem e exige internet. Só ao instalar Apache, PHP e banco na sua máquina o WordPress passa a ser servido em http://localhost.

Quais vantagens o ambiente local traz no dia a dia?

Você testa velocidade com ping localhost, desenvolve offline sem upload constante, restringe quem altera o site àquela máquina e usa o armazenamento do computador em vez da cota limitada do servidor remoto. Alterações salvam na hora e o pacote sobe depois. Ideal para ensaiar plugins e temas com segurança.

Como montar WordPress local com XAMPP?

Instale o XAMPP (gratuito em Windows, Linux e macOS), baixe o WordPress no site oficial, extraia e copie a pasta para htdocs (C:\xampp\htdocs no Windows). Crie o banco em localhost/phpmyadmin e abra http://localhost/nome-da-pasta no navegador. Evite espaços no nome da pasta e inclua a porta se o Apache não estiver na padrão.

Existem alternativas ao XAMPP citadas no guia?

Sim. O texto menciona o Local, da WP Engine, gratuito e focado em WordPress, e o Docker Desktop, com plano Docker Personal sem custo em Windows, macOS e Linux. Escolha conforme preferir stack clássica LAMP, fluxo só WordPress ou containers. O princípio do servidor na própria máquina permanece.

MM Matt Montenegro