Google Shopping lança novas ferramentas de IA para tornar as compras online mais realistas e inclusivas

TL;DR

O Google Shopping lança recursos de IA que permitem aos usuários visualizarem roupas em modelos com diferentes tipos de corpo e tons de pele, além de refinarem buscas por produtos similares com características específicas.

  • Por que importa: 42% dos compradores não se sentem representados por imagens de modelos tradicionais online.
  • Em números: 51% dos consumidores ficam insatisfeitos com compras porque o produto parecia diferente do esperado.
  • Como funciona: IA generativa baseada em difusão treina removendo ruído de imagens para criar representações realistas.
  • O panorama: Disponível nos EUA com tops femininos de marcas como H&M e Anthropologie inicialmente.
  • O que vem aí: Outras peças femininas e masculinas serão incluídas ainda em 2025.

O Google está lançando novos recursos de Inteligência Artificial para melhorar a experiência das compras on-line, tornando-as mais realistas e inclusivas para o consumidor.

A ideia é que essa nova ferramenta ajude os usuários a encontrarem roupas usando modelos com variados tons de pele e tipo de corpo e também a refinar a pesquisa até encontrar exatamente o que você deseja”

Os usuários do Google Shopping nos Estados Unidos estão com esse recurso já liberado para realizar os testes na plataforma. Inicialmente, terão apenas tops femininos de uma seleção de marcas como H&M, Anthropologie, Everlane e Loft disponíveis para a experiência virtual.

Esses modelos estão disponíveis com vários tons de pele, etnias, tipos de cabelo e formas de corpo, sendo mostrados de forma realista através de modelos humanos reais. As outras peças de roupas femininas e masculinas estarão disponíveis ainda esse ano, segundo o Google

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“Provador” virtual com variedade de tons de pele e tipo de corpos

De acordo com a Diretora de Produtos do Google, Lilian Ricon, a ideia desse recurso é fazer com que os consumidores se sintam confiantes em comprar roupas online evitando decepções e permitindo que o usuário visualize com mais precisão como a roupa ficará em seu corpo antes mesmo de comprá-la.

De acordo com o Google, 42% dos compradores online não se sentem representados por imagens de modelos e 51% se sentem insatisfeitos com um item que compraram on-line porque parecia diferente do que o esperado.

A prova virtual de roupas usa um modelo generativo de IA baseado em difusão, que é treinado adicionando ruído gaussiano a uma imagem (pixels essencialmente aleatórios) que o modelo aprende a remover para gerar imagens realistas. Isso faz com que  o modelo de IA do Google represente de forma mais realista, independentemente do ângulo ou pose em que estejam.

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Refine um produto e encontre o que você realmente deseja

O Google também lançou um recurso que te ajuda a encontrar peças baseadas em outras opções que você já experimentou. Por exemplo, você gostou de uma blusa mas quer uma versão mais barata? Ou encontrou uma calça jeans mas quer num padrão diferente? Nesse refinamento criado pelo Google, os compradores podem ajustar os produtos até encontrarem a peça perfeita.

Isso graças ao aprimoramento de máquina e aos novos algoritmos de correspondência visual, permitindo que seja possível refinar as peças usando entradas como cor, estilo e padrão. Este recurso também está disponível para iniciantes, diretamente nas listas de produtos.

Fonte: Blog do Google

O futuro da IA

O que antes só víamos em filmes – como no das Patricinhas de Beverly Hills com o armário virtual da protagonista Cher – se tornou mais que real e agora a tecnologia de IA se faz presente durante diversos momentos do nosso dia.

Com esse boom da utilização da Inteligência Artificial no dia a dia, a preocupação com a sua regulamentação também se tornou um ponto a ser discutido. A UE, por exemplo, aprovou nesta semana um projeto de lei para regular a IA.

Um dos pontos levantados durante a discussão do projeto de lei foi a proibição do uso de reconhecimento facial em tempo real em espaços públicos, salvo os casos de prática de crimes e autorização judicial. É possível que outros países também comecem a fazer esse tipo de lei voltada para utilização de Inteligência Artificial como uma forma de regular o mercado e proteger o direito dos consumidores.

É importante que as grandes empresas de tecnologia se mantenham atentas a essa movimentação para que suas ideias não ultrapassem os limites impostos pelas jurisdições de cada país e não interfira no desenvolvimento de uma tecnologia que possa ser benéfica para todos.

No mais, estamos ansiosos para testar esses novos recursos do Google Shopping e tornar a compra online mais democrática e realista.

Perguntas frequentes

Como o provador virtual do Google Shopping funciona na prática?

O sistema usa IA generativa baseada em difusão que adiciona ruído gaussiano a imagens e aprende a removê-lo, criando representações realistas de roupas em modelos com diferentes tons de pele, tipos de cabelo e formas corporais. A tecnologia permite visualizar como peças ficam em corpos diversos, independentemente do ângulo ou pose.

Quais marcas e produtos estão disponíveis no lançamento?

Inicialmente, apenas tops femininos de marcas selecionadas como H&M, Anthropologie, Everlane e Loft estão disponíveis nos Estados Unidos. O Google planeja expandir para outras categorias de roupas femininas e masculinas ao longo de 2025, mas ainda não há previsão para outros países.

Como funciona o recurso de refinamento de produtos similares?

O sistema permite ajustar características de produtos que você já visualizou, como encontrar uma blusa similar mais barata ou uma calça no mesmo estilo mas com padrão diferente. Usa algoritmos de correspondência visual e aprendizado de máquina para refinar buscas por cor, estilo e padrão diretamente nas listas de produtos.

Que impacto essa tecnologia pode ter no comércio eletrônico?

A ferramenta visa reduzir devoluções e aumentar confiança nas compras online, especialmente considerando que mais da metade dos consumidores fica insatisfeita quando produtos parecem diferentes do esperado. Pode democratizar a representação na moda online e melhorar significativamente a experiência de compra digital.

MM Matt Montenegro