Como escolher os melhores fundos de investimento

Quem trabalha como freelancer precisa cuidar muito bem das finanças pessoais. É essa disciplina que ajuda não só a pagar as contas, mas também, a aumentar o patrimônio. Por isso, nada melhor que controlar os gastos e separar um dinheiro todo mês para os investimentos.

Quando se trata de investir, muitas pessoas gostam dos fundos de investimento. Eles funcionam como um condomínio em que os moradores se juntam para custear e usufruir uma estrutura em comum.

Em um fundo de investimento, os investidores entregam seu dinheiro a um gestor experiente que cuida da alocação de ativos. Na prática, é como se você dissesse: “está aqui o meu dinheiro, faça ele render”. Esse profissional coloca os recursos do grupo em várias aplicações — seguindo um regulamento, claro —, sempre buscando uma boa rentabilidade.

Mas o xis da questão é: como escolher um fundo de investimento adequado? Leia até o final para descobrir!

Os principais tipos de fundos de investimento

Para escolher um fundo de investimento, primeiro, você precisa conhecer o leque de possibilidades que está disponível. Veja algumas delas:

  • fundo de renda fixa — a maior parte da carteira se concentra em títulos de renda fixa, como títulos públicos, debêntures e CDBs (Certificados de Depósito Bancário);
  • fundo de ações — a maior parte da carteira está alocada em ações negociadas na bolsa de valores;
  • fundos imobiliários — esses fundos investem em ativos do mercado imobiliário, como imóveis e recebíveis;
  • fundos multimercado — alocam recursos em investimentos de classes variadas, como títulos de renda fixa, ações, câmbio e até derivativos do mercado futuro.

Os fundos também podem ser classificados de acordo com a estratégia de investimento e com o risco. É verdade, são muitos detalhes a considerar, mas, a seguir, você vai ver algumas dicas de como fazer uma boa escolha.

Como escolher um fundo de investimento adequado

Para escolher um fundo de investimento interessante para você, veja as dicas que separamos.

Descubra qual é o seu perfil de investidor

Alguns bancos digitais atuam também como corretoras de valores. Se esse é o caso do seu banco, talvez você já tenha dado uma olhada na plataforma de investimentos que está no aplicativo.

No app do banco Inter, por exemplo, é só acessar a opção “Investimentos” na tela principal. Depois, na aba “Investir”, toque em “Renda fixa” ou “Fundos de investimento”.

Algo interessante é que, antes de acessar os investimentos, o aplicativo do seu banco exibe um formulário para que você responda a algumas perguntas. Com base nelas, é possível descobrir se o seu perfil é conservador, moderado ou agressivo.

Só que, por mais que essas perguntas pareçam simples, responder com sinceridade pode demandar um pouco de autoconhecimento. Às vezes, a gente acha que vai reagir de certa forma durante uma queda brusca no mercado, mas só descobre o próprio limite quando está em jogo o dinheiro suado. Não tem muito mistério: importante é não tentar bancar o investidor corajoso se o estômago não aguenta o sobe e desce da bolsa. Vale gastar uns minutos refletindo sobre situações que já passou ou conversando com amigos mais experientes antes de marcar qualquer opção. A plataforma ajuda, claro, mas ninguém consegue determinar seu perfil melhor do que você mesmo.

Isso tem a ver com o risco que você tem a disposição de assumir, e isso influencia o tipo de fundo adequado para a sua carteira. Inclusive, algumas plataformas de investimento indicam, até mesmo, qual é o risco de cada fundo, o que ajuda na escolha.

Defina seus objetivos

É preciso ter objetivos claros em mente. Pense no seguinte: o que você quer fazer com o dinheiro que será investido? Por exemplo, se sua intenção é formar uma reserva de emergência, fundos de alto risco não são uma boa opção.

Afinal, imagine como seria frustrante precisar do dinheiro que você poupou e ver que ele sofreu desvalorização. É por isso que algumas pessoas preferem guardar a reserva de emergência no Tesouro Selic (um tipo de título público), em um CDB ou em determinados fundos de renda fixa.

Por outro lado, se você tem a intenção de usar o dinheiro daqui a cinco anos, fundos de ações podem trazer um retorno interessante. Claro, isso depende de o seu perfil de investidor tolerar os altos e baixos da renda variável. Essa definição de objetivos é fundamental quando se trata de organizar as finanças pessoais.

Aliás, muita gente esquece que os objetivos nem sempre ficam claros logo de cara. Você pode já ter uma ideia aproximada na cabeça, tipo “quero viajar para o exterior daqui a uns anos” ou “preciso de uma reserva porque, né, nunca se sabe”, mas transformar isso em números e prazos reais costuma exigir um pouco de calma e revisão ao longo do tempo. Às vezes, rola até de mudar o planejamento conforme a vida muda, o que é completamente normal. Pouca coisa é tão fixa quanto o tal objetivo que a gente jurava ter há um ano atrás. Então, não se cobre demais — ajustar a rota faz parte.

E não custa dizer: ao definir seus objetivos, não ignore aquele famoso conselho de deixar uma parte em liquidez para emergências. Por mais chato que pareça planejar o pior cenário, pouca coisa tira mais o sono do que ser pego desprevenido sem um centavo à mão. Fundos diferentes têm prazos e características específicas, então o equilíbrio entre segurança e retorno é meio que o segredo, mesmo que dê aquele trabalho de comparar e pesquisar. Vale a pena, vai por mim.

Analise o histórico de desempenho do fundo

Se você já definiu seus objetivos e descobriu qual é o seu perfil de investidor, talvez já tenha chegado ao ponto de escolher um tipo de fundo para investir. Isso limita a quantidade de opções, o que ajuda na escolha. Agora, é preciso olhar mais de perto para os candidatos.

Quando você estiver analisando um fundo, consulte o rendimento dele nos últimos anos. É possível visualizar essa informação no formato de gráfico, lado a lado com a variação de um índice de referência. Isso pode ajudar você a entender se a rentabilidade do fundo tem sido satisfatória.

Mas não se esqueça de algo essencial: o bom desempenho que um fundo já teve não garante um bom desempenho no futuro, ok?

Preste atenção nas taxas

Em um fundo, existe um gestor que faz a alocação de ativos, lembra? Como qualquer profissional, ele precisa ser remunerado, e é por isso que os fundos de investimento estão sujeitos à cobrança de taxas.

Uma delas é a de administração. Especialistas dizem que, em fundos de renda fixa, um valor razoável para essa taxa é de, no máximo, 1%. Em outros fundos mais complexos e de maior rentabilidade, pode valer a pena pagar taxas um pouco maiores.

Outra taxa comum é a de performance, que é cobrada quando a rentabilidade supera as expectativas. Geralmente, ela é de 20% daquilo que ultrapassar o desempenho esperado.

Alguns fundos cobram também uma taxa de saída quando o investidor faz o resgate. Mas é melhor fugir deles, já que é possível encontrar fundos que não fazem essa cobrança.

Verifique o prazo para resgate

Antes de investir, dê uma olhada no prazo de carência. O motivo é que alguns fundos estabelecem um período mínimo para que você possa resgatar o seu dinheiro.

Além disso, assim que o investidor solicita o resgate, pode ser preciso esperar alguns dias para a liberação do dinheiro. Deixar de observar esses prazos é um erro financeiro que pode fazer você passar dificuldades.

Os fundos de investimento podem ajudar no seu projeto de acumular patrimônio, e, com as dicas que demos, você terá mais chances de fazer boas escolhas para a sua carteira. Mas tenha em mente que é importante continuar se informando sobre o mercado financeiro para que você consiga montar um portfólio de investimentos sólido, certo?

Carolina