A redesign das capas do blog trocou personagens caricatos por anatomia verossímil, paleta dual de destaques e texturas mais humanas. Grid baseado em proporção áurea, regra dos terços e diagonais mantém harmonia visual entre posts técnicos.
- Por que importa: capa é primeiro contato; precisa refletir seriedade do conteúdo sem perder energia.
- Como funciona: duas paletas: uma para composição geral, outra para realces; grid guia enquadramento.
- Na prática: cada ilustração responde a desafio narrativo (aprender, desafio, aventura) via perguntas ao time.
- Em detalhe: textura digital simula calor humano e afasta visual liso demais.
- Conclusão: capa que conta história convida clique melhor que imagem que só descreve o título.
De cara, quando comecei a trabalhar no time de marketing, um dos primeiros desafios que tive foi: Precisamos que a identidade visual do nosso principal blog alcance mais pessoas!
O blog já tinha muitos acessos e um estilo muito bem definido (há discussões incríveis sobre este processo), mas sentimos que com conteúdos mais técnicos e específicos, seria necessário que a identidade visual das ilustrações fosse mais condizente com o público que se interessaria mais por este tipo de conteúdo.
Senti uma mistura de medo e empolgação.
Primeiramente, precisávamos descobrir quais elementos trariam essa “seriedade” que estávamos buscando. Ah, também era necessário manter o clima despojado e animado, que deu vida aos posts no passado.
Decidimos repensar o padrão cromático que usávamos, seguindo praticamente a mesma lógica: Uma paleta seria utilizada para a composição em geral enquanto outra seria utilizada para dar destaques:

Depois, decidimos que os personagens deveriam ser mais verossimilhantes anatomicamente, aproximando a
persona da ação da imagem. Queríamos que o fator fantasioso fosse explorado na narrativa e não na forma. Para isso, fizemos um Model Sheet (estudo de personagem) do que seria o ideal:

Também optamos por adicionar mais textura às peças. Apesar de trabalharmos sempre com um suporte digital, queríamos que as imagens tivessem um toque mais quente e humano, menos liso e robótico, nos aproximando mais ainda de nosso público:
