Como fazer uma introdução impecável: o guia DEFINITIVO para seus textos!

TL;DR

Uma introdução eficaz faz três movimentos: concorda com um problema real do leitor, promete um benefício claro e antecipa o que o texto entrega, a chamada fórmula APP.

  • Por que importa: a introdução decide se o leitor continua no texto ou migra para a aba do concorrente.
  • Em números: sem proposta de valor clara, visitantes abandonam uma página em 10 a 20 segundos.
  • Como funciona: autoridade nasce de duas fontes: franqueza sobre as próprias falhas ou conhecimento demonstrado por pesquisa.
  • O que vem aí: buscas com IA e AI Overviews puxam a primeira frase como resposta, premiando introduções que respondem de cara.
  • Conclusão: pense na introdução como escorregador: mostre que a subida valeu e leve o leitor ao texto.

Elaborar uma boa introdução para um texto pode se tornar uma tarefa bem complexa e ela funciona como um verdadeiro divisor de águas, para o bem ou para o mal.

Caso você faça um bom trabalho, seu leitor fica interessado a ponto de ler o artigo inteiro! Se não fizer, ele desiste de ler seu conteúdo e passa para a aba do lado, que pode ser um vídeo do YouTube ou pior — um artigo de seu concorrente.

Pense na introdução como um escorregador: o leitor já realizou todo o trabalho de subir pela escada e está prestes a descer. Seu trabalho, então, é deixar claro que a subida valeu a pena e incentivá-lo a escorregar.

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Neste artigo, reunimos as principais técnicas e dicas que utilizamos para escrever uma introdução impecável.

Neste post 8

Como fazer uma introdução impecável com duas técnicas

Fazer uma boa introdução é crucial para qualquer texto, tanto trabalhos acadêmicos quanto conteúdos da web. A introdução é o que motiva ou desmotiva o leitor a prosseguir com a leitura. Algumas características de uma boa introdução são: demonstrar valor e autoridade, gerar curiosidade e fazer uma promessa.

Como escrever uma introdução de texto perfeita

Existem duas técnicas que ajudam muito a entender como elaborá-la e que podem te ajudar e construir a sua introdução:

1. A Fórmula APP

A sigla APP significa:

  • Agree (concordar);
  • Promise (prometer);
  • Preview (prever).

Como exemplo, vamos analisar a introdução deste próprio post:

Agree (concordar)

“Elaborar uma boa introdução para um texto pode se tornar uma tarefa bem complexa e ela funciona como um verdadeiro divisor de águas, para o bem ou para o mal.”

Promise (prometer)

“Caso você faça um bom trabalho, seu leitor fica interessado a ponto de ler o artigo inteiro!”

Preview (prever)

“Neste artigo, reunimos as principais técnicas e dicas que utilizamos para escrever uma introdução impecável.”

Ao trabalhar com a Fórmula APP, é interessante entender que não é necessário deixar sempre tão evidente cada um de seus pilares.

Neste artigo, fiz questão de deixá-los bem claros para facilitar os exemplos. Porém, é possível e até recomendado que você utilize-os de forma mais sutil.

Por exemplo: evidenciar que “uma boa introdução funciona como um verdadeiro divisor de águas” já funciona bem no aspecto de concordar com a dificuldade de se elaborar um início de texto. Não era necessário dizer que isso pode ser uma tarefa complexa.

2. Estabelecendo autoridade

A partir do momento que você consegue estabelecer autoridade em um texto, o leitor passa a confiar e acreditar em você. E você pode levá-lo a qualquer lugar que deseja com a sua escrita.

Existem duas maneiras de se fazer isso: apostar na honestidade e na franqueza, ou demonstrar conhecimento.

Apostar na honestidade e na franqueza

Neste método, você descarta o papel de herói e revela algo que faz você assumir a função de tolo: uma fraqueza, uma falha ou uma paixão, por exemplo.

Com esta vulnerabilidade, o leitor se torna emocionalmente envolvido e, ao mesmo tempo, se desarma, pois fica claro que a história contada não será sobre você se vangloriando de conquistas.

É possível contar histórias e se aprofundar ainda mais com este método, mas também funciona de forma bem simples, como:

“Caso você faça um bom trabalho, seu leitor fica interessado a ponto de ler o artigo inteiro! Se não fizer, ele desiste de ler seu conteúdo e passa para a aba do lado, que pode ser um vídeo do YouTube ou pior — um artigo de seu concorrente.”

Demonstrar conhecimento

Esse método exige que você prove ao seu interlocutor que seu trabalho e sua pesquisa foram bem feitos o bastante para que você esteja apto a falar sobre o assunto. Ele não engata uma conexão emocional e deve focar em ser convincente.

No caso deste artigo, o conhecimento foi demonstrado de forma bem sutil junto da promessa, sustentado pelo nome da maior empresa de Marketing de Conteúdo do Brasil:

“Neste artigo, reunimos as principais técnicas e dicas que utilizamos para escrever uma introdução impecável.”

Como você pode notar, é possível mesclar essas técnicas para construir uma introdução muito eficiente e elas trabalham de forma bem sutil, indo direto ao ponto e gerando valor para seu conteúdo.

Claro que, falando em autoridade, vale um parêntese: ninguém acredita em uma persona de escritor que nunca deu a cara a tapa ou falou dos seus tropeços. Às vezes, a história de um erro bobo — um começo ruim, uma escolha de palavras infeliz — acaba sendo até mais envolvente do que aquela trajetória de sucesso retocada. O truque, se é que dá pra chamar assim, é encontrar o ponto entre mostrar vulnerabilidade e passar credibilidade.

Muitos leitores se identificam justamente com falhas. Isso cria uma ponte de empatia quase imediata. Não faz mal admitir que, certa vez, você também tentou impressionar na introdução e só recebeu bocejos em troca. No fim das contas, são esses deslizes, e não apenas as fórmulas exatas, que deixam tudo mais humano.

Agora, vamos aprofundar na parte prática para deixar ainda mais claro como tornar o começo dos seus textos infalível.

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4 tipos de introdução (e quando usar cada um)

Além das técnicas que você acabou de conhecer, ajuda muito ter um repertório de formatos à mão. O tipo de introdução ideal depende do formato do conteúdo, da intenção da mensagem e de quem vai ler. Conheça os quatro mais usados — e repare como cada um cria um gancho diferente para o mesmo objetivo: fazer o leitor escorregar.

1. Introdução direta e objetiva

Vai direto ao ponto, sem rodeios. Funciona muito bem em e-mails de vendas, notas técnicas ou posts curtos, em que o leitor busca uma solução rápida ou uma informação clara.

Exemplo para e-mail: “Aumentar a taxa de conversão com o mesmo orçamento? É possível. Com a nova função do nosso CRM, você acompanha o desempenho em tempo real.”

2. Introdução com storytelling

Ideal para conteúdos que exigem empatia ou conexão emocional. É bastante usada em artigos de blog, cases, apresentações comerciais e sequências de e-mails de nutrição.

Exemplo para post de blog: “Em 2020, Carla quase fechou sua agência por falta de previsibilidade nas vendas. Foi só quando organizou o processo de qualificação de leads que os resultados começaram a mudar.”

3. Introdução com pergunta ou provocação

Chama a atenção logo de cara e funciona bem em conteúdos que querem gerar curiosidade ou estimular reflexão. Ótimo recurso para textos de blog, vídeos curtos e e-mails de reengajamento.

Exemplo para e-mail: “Você ainda trata todos os seus leads da mesma forma? Isso pode estar custando oportunidades todos os dias.”

4. Introdução com estatística ou dado relevante

Funciona especialmente em contextos mais analíticos, como relatórios de mercado, apresentações para clientes ou conteúdos técnicos que precisam mostrar autoridade logo no início.

Exemplo para apresentação: “Mais de 70% dos consumidores desistem de uma compra se não forem respondidos em 30 minutos. Como sua empresa lida com isso?”

Escolher o tipo certo não é aplicar uma fórmula, e sim tomar uma decisão estratégica. Considere o objetivo do conteúdo, o canal em que ele será publicado e o momento em que o leitor está na jornada — e, na dúvida, teste mais de um formato para descobrir o que funciona melhor com o seu público. Nas dicas a seguir, você vê como refinar qualquer um desses caminhos.

Dicas e aplicações práticas para sua introdução

Tamanho ideal: vá direto ao ponto

Lembra do escorregador?

Introduções muito longas encorajam os leitores a dar meia-volta e descer pela escada. Da mesma forma, introduções objetivas demais correm o risco de não conquistar atenção suficiente.

Para isso, tente seguir um padrão de tamanho para as suas introduções, entre 6 e 10 linhas. Esse tamanho é ideal para instigar a curiosidade e o interesse do leitor, sem cometer redundâncias ou apresentar muitos dados logo de cara.

Não há problemas em extrapolar o padrão, desde que a introdução se mantenha relevante e cumpra seu papel na estratégia do texto.

Estrutura básica

Algumas informações não podem deixar de figurar na introdução. Ela precisa informar, de forma breve, o que o leitor vai encontrar no decorrer do texto. Funciona mais ou menos assim:

  • para listas, a introdução deve esclarecer quantos itens o texto vai discutir;
  • em análises ou discussões teóricas, a introdução precisa antecipar de que forma a análise foi conduzida, qual metodologia foi utilizada, etc;
  • ao embasar o texto em dados de uma ou mais pesquisas, é interessante que a introdução já apresente a instituição responsável pelo estudo e até alguns números para situar o leitor.

Essas estruturas básicas garantem a fluidez da leitura, pois preparam o leitor para o que está por vir.

Cedo ou tarde, você vai encontrar algum guru da escrita jurando que existe uma ordem mágica para a introdução perfeita. Spoiler: receita pronta não existe, mas é útil esbarrar nessas fórmulas e testá-las no seu próprio texto. Brincar com essas “regras” deixa o processo menos travado, principalmente quando a inspiração foge e o cursor pisca te desafiando na tela.

Outra coisa: experimentar pontos de partida inusitados pode render ótimos resultados. Às vezes, abrir com dados surpreendentes, uma citação fora de contexto ou até um relato pessoal já entrega aquele fôlego extra ao texto. Não tem lei obrigando ninguém a começar do começo. E cá entre nós, o leitor adora uma pequena quebra de expectativa.

É interessante separar um intertítulo do texto para responder cada pergunta ou promessa feita na introdução. Inclusive, muitos redatores escrevem a introdução depois do texto já estar pronto, para ter certeza de que não vão se esquecer de nenhuma informação importante.

Fuja de clichês

Algumas expressões foram tão utilizadas que viraram clichês de introduções. Iniciar um texto com “atualmente” e “estudos comprovam que” não faz “brilhar os olhos” do leitor.

Pelo contrário, o faz lembrar de quantas vezes ele já viu essas expressões, diminuindo o valor do seu texto.

Da mesma forma, frases como “fazer tal tarefa não é fácil” e expressões como “fechar com chave de ouro” e “voltar à estaca zero” são chavões que empobrecem o texto. Procure expressar ideias relevantes na introdução, e fuja de afirmações vazias ou redundantes. É melhor ser objetivo do que prolixo, sempre!

Imagine quem é seu leitor ideal

Para quem seu artigo será escrito? Quais são seus objetivos, interesses e necessidades ao ler o texto? Pense em que tipo de pessoa é o seu público-alvo e tente então imaginar com o que ele se importa. Para isso, basta responder algumas perguntas:

Qual a maior preocupação do meu leitor? O que ele teme?

Quais objetivos o meu leitor quer alcançar? O que ele ambiciona?

Ou seja, evidencie um problema e demonstre que você tem a solução! Crie o seu primeiro parágrafo mostrando como seu conteúdo pode ajudar o leitor a evitar o que ele teme, ou até mesmo conquistar o que ele ambiciona.

Descubra qual é o tom de fala de seu leitor

É importante saber também qual é o tom adequado para se comunicar com ele. O tom adequado cria uma comunicação mais pessoal e, portanto, de maior engajamento.

Por exemplo, falar com uma adolescente sobre moda é bem diferente de falar com um advogado sobre o mercado imobiliário. Cada um desses tipos de leitores exige um tom diferente de conversa.

Isso pode ser atingido por meio de expressões coloquiais, textos mais formais, gírias e até mesmo um vocabulário mais técnico.

Entenda o conceito de persona

Todos esses aspectos (ton de fala, tipo de problema, possível solução, etc.) dependem muito da persona para quem você está escrevendo.

Muito mais do que simplesmente redigir um texto pensando em um público-alvo, é importante saber reconhecer a persona do seu texto, o perfil geral do seu leitor (hábitos, vontades, geração, interesses, entre outras características).

Assim, você terá maior facilidade de entender quais são as principais dores e dificuldades do seu leitor, e saberá também como fazer uma introdução de texto direcionada para solucionar tais problemas.

Defina claramente os benefícios do seu artigo

O que o leitor vai ganhar se ele gastar preciosos minutos de sua vida lendo o seu texto? Sua introdução deve atender às expectativas geradas pelo título e mostrar a qual o propósito de seu texto.

Pense em pelo menos um benefício que o leitor pode tirar do artigo e use como isca para fisgá-lo.

Seja extremamente sincero

Ao ser completamente franco com seu leitor, ainda que isso possa destoar de algo que ele esteja acostumado a ouvir, ou de outras técnicas de venda de produtos e serviços, você estabelece uma imediata relação de confiança com ele.

A partir dessa informação na introdução inicial, o leitor sabe que poderá confiar também nos parágrafos seguintes.

Prometa revelar um segredo

Pessoas adoram segredos porque eles despertam curiosidade. Prometa revelar os segredos das pessoas bem-sucedidas e você terá o interesse de seu leitor. Crie expectativa e não revele o seu segredo logo no começo do artigo.

É preciso criar curiosidade primeiro, falando sobre o mundo de possibilidades que vai se abrir para o leitor depois que o segredo for revelado. Ou seja, há um encadeamento de ideias e vantagens durante a leitura. A antecipação desse aprendizado é um forte motivador para a leitura.

Mostre que ele está fazendo tudo errado

A possibilidade de estar fazendo algo importante de maneira errada é, muitas vezes, o suficiente para chamar a atenção das pessoas. Todos queremos fazer o nosso melhor nas nossas atividades e não queremos desperdiçar nossos esforços.

Geralmente, imaginar que mesmo depois de muito esforço podemos não obter os resultados que desejamos já é o bastante para perturbar nossos pensamentos. Por isso, esta pode ser uma ótima dica para usar como gancho nas introduções dos seus textos.

Faça perguntas retóricas

Quando você efetivamente conversa com o leitor, por meio de perguntas retóricas, obviamente não espera que ele responda ao texto. No entanto, a primeira reação que ele terá durante a leitura é de responder a esses questionamentos, ainda que inconscientemente.

Ao fazer essas perguntas, você estimula a reflexão do leitor e faz com que ele perceba a relevância do tema sobre o qual você está escrevendo.

Utilize palavras estratégicas

Existem algumas palavrinhas mágicas que devem passar por nossa mente quando pensamos em como fazer uma introdução. São exemplos:

  • Dicas
  • Segredo
  • Truque
  • Comprovado
  • Infalível
  • Instantâneo
  • Simples
  • Agora
  • Imagine

Exemplos prontos de introdução para cada formato de conteúdo

Depois de tantas dicas, nada melhor do que ver a teoria aplicada. Confira sugestões de introdução para três formatos muito comuns no dia a dia de marketing, vendas e comunicação corporativa.

Introdução para artigo de blog (SEO e engajamento)

Em posts otimizados para SEO, a introdução precisa equilibrar clareza com leveza: conter a palavra-chave de forma natural, mostrar ao leitor que ele está no lugar certo e indicar o valor do conteúdo. Imagine um post com o título “Como reduzir o ciclo de vendas em empresas B2B?”. Uma abertura eficiente seria:

“Você tem leads qualificados, mas sente que o fechamento demora mais do que deveria? O problema pode estar no seu processo — e é possível resolver com ajustes simples no funil de vendas.”

Essa abertura conecta direto com a dor da persona, mostra que o texto vai trazer soluções práticas e mantém o foco no tema, sem rodeios.

Introdução para e-mail de vendas ou automação

O objetivo aqui é gerar ação rápida. A primeira frase precisa provocar uma reação imediata, como curiosidade, urgência ou reconhecimento. Um bom começo para uma newsletter seria:

“Você sabia que 8 em cada 10 leads desistem da compra por falta de follow-up nos primeiros dias? Se isso também acontece aí, este e-mail pode mudar seus próximos resultados.”

Essa abordagem provoca, entrega valor e posiciona a solução como relevante para o problema apresentado, o que aumenta as chances de abertura, clique ou resposta.

Introdução para apresentação comercial

Em uma apresentação, os primeiros segundos contam muito. A introdução precisa ser segura, gerar empatia e mostrar que o tempo da outra pessoa será bem investido. Uma frase de abertura eficaz:

“Antes de mostrar números ou funcionalidades, quero te contar o que fez nossos últimos clientes reduzirem 38% do ciclo de vendas nos primeiros três meses. E como isso também pode se aplicar à sua operação.”

Essa introdução posiciona o valor da conversa, desperta atenção e sinaliza o benefício concreto que virá adiante — ideal para reuniões com decisores e pitches rápidos.

Erros comuns ao fazer uma introdução (e como evitá-los)

Assim como existem técnicas que funcionam, alguns tropeços se repetem — e comprometem diretamente o desempenho do conteúdo. Fique de olho nos três mais frequentes.

Exagerar nos rodeios ou ser genérico demais

Uma abertura que demora a chegar ao ponto faz o leitor perder o interesse rápido. Frases como “Desde os primórdios da humanidade…” não dizem nada de novo e cansam logo no início. A introdução precisa dar o contexto certo, sem esticar demais nem repetir o que o leitor já sabe.

Prometer algo que o conteúdo não entrega

Quando a introdução levanta uma expectativa que não é cumprida, a consequência é simples: quebra de confiança. Isso vale tanto para um artigo quanto para um e-mail de vendas. O que for prometido no início precisa estar presente, de fato, ao longo do conteúdo — coerência gera credibilidade e mantém o leitor até o final.

Ignorar o público-alvo

Usar termos técnicos demais com quem está começando, ou ser informal demais com um público executivo, causa distanciamento. É aqui que o trabalho de persona que mostramos acima faz diferença: pense como a persona pensa, use a linguagem dela e parta das dores e dos objetivos que ela tem.

Para visualizar o impacto desses ajustes, confira um antes e depois:

Antes: “Desde a antiguidade, os seres humanos se expressam por meio da linguagem. A escrita é uma dessas formas e possui diversas finalidades em diferentes contextos. Neste artigo, vamos tratar da escrita de introduções.”

Depois: “Começar um texto costuma ser a parte mais difícil. Se você trava na hora de escrever as primeiras linhas, este conteúdo vai te ajudar a criar introduções mais envolventes e objetivas.”

A diferença está na clareza, no tom conversacional e no foco direto na dor da persona. São esses elementos que tornam a introdução mais leve e eficiente.

Ferramentas de IA e copywriting para aprimorar suas introduções

Ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini e Jasper, já fazem parte da rotina de quem escreve. Elas ajudam a gerar ideias de abertura, testar variações de tom, adaptar a linguagem para diferentes públicos e criar rascunhos para testes A/B. Não substituem o olhar estratégico, mas aceleram a criação e ajudam a sair do bloqueio criativo.

Os números confirmam a tendência: segundo o Digital Marketing Institute, 51% dos profissionais já utilizam IA para otimizar SEO e campanhas de e-mail, 50% usam essas ferramentas para complementar a criação de conteúdo e 45% empregam a tecnologia no brainstorming de ideias e conceitos — inclusive para ganchos e promessas de introduções.

Mesmo com o apoio da IA, as técnicas de escrita persuasiva seguem indispensáveis. Palavras de transição, como “além disso” e “por isso”, criam fluidez; o contraste — “a maioria falha, mas quem acerta…” — prende a atenção; e perguntas bem colocadas despertam curiosidade. Use esses recursos com equilíbrio: introduções que combinam copywriting com o contexto real da persona aumentam a retenção e preparam o caminho para um conteúdo mais convincente.

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Perguntas frequentes

O que uma boa introdução deve conter?

Uma boa introdução precisa fazer três coisas: demonstrar valor e autoridade, despertar curiosidade e fazer uma promessa clara do que o leitor vai encontrar. A partir daí, ajuste ao formato do texto. Em listas, diga quantos itens serão discutidos; em análises ou textos teóricos, antecipe a metodologia usada; quando o texto se apoia em pesquisa, já cite a instituição responsável e um número que situe o leitor logo de início.

Quantas linhas deve ter uma introdução?

Para textos da web, entre 6 e 10 linhas: espaço suficiente para instigar curiosidade sem cair em redundância ou despejar dados cedo demais. Introduções longas demais fazem o leitor desistir; curtas demais não conquistam atenção. Em redação com limite de 30 linhas, como a do Enem, a recomendação comum é reservar de 5 a 7 linhas. Estender o padrão não é problema, desde que cada linha cumpra um papel.

Como iniciar uma introdução?

Escolha o gancho pelo canal e pelo objetivo. Uma abertura direta serve para e-mails de vendas e posts curtos, em que o leitor quer solução rápida. O storytelling cria empatia em artigos de blog e cases. A pergunta provocativa desperta curiosidade em vídeos curtos e e-mails de reengajamento. E abrir com um dado forte estabelece autoridade em relatórios e apresentações. Na dúvida, teste mais de um formato com o seu público.

O que evitar na introdução de um texto?

Fuja de clichês que o leitor já viu mil vezes: começar com "atualmente" ou "estudos comprovam que", e chavões como "fechar com chave de ouro" e "voltar à estaca zero". Evite também frases vazias do tipo "fazer tal tarefa não é fácil", excesso de dados logo na abertura e parágrafos longos demais. Uma introdução prolixa convida o leitor a dar meia-volta antes mesmo de chegar ao desenvolvimento.

Quanto tempo as pessoas passam lendo um texto na internet?

Em média, 96 segundos por post de blog, segundo levantamento de 2024. E a leitura é rasa: numa visita típica, o usuário lê no máximo 28% das palavras da página, quase sempre escaneando em vez de ler linha a linha. Por isso a introdução carrega tanto peso, ela é a janela curta em que você prova que a descida vale a pena e estica esse tempo de permanência.

MM Matt Montenegro